Política
Lenilda Luna defende a preservação das memórias e a proteção das religiões de matriz africana em Alagoas
A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, começou a agenda no início da manhã, quando a candidata concedeu entrevista ao vivo a uma emissora de TV local para detalhar as diretrizes do seu Programa de Governo Pelo Socialismo.
No período da tarde, Lenilda esteve no Museu Théo Brandão para acompanhar o evento Memórias do Axé. A iniciativa promove o encontro entre o acervo preservado da instituição e as vozes, saberes e memórias das comunidades de terreiro do estado, visando fortalecer o diálogo e reconhecer o protagonismo destas comunidades na manutenção e continuidade de seus patrimônios culturais.
Durante a atividade, Lenilda conversou com lideranças de religiões afro-brasileiras e debateu a necessidade urgente de políticas públicas de proteção à diversidade religiosa. A candidata acompanhou as narrativas que lembraram episódios de violência e perseguição contra terreiros no estado, como o trágico marco do Quebra do Xangô em 1912.
Lenilda reforçou o compromisso do programa de governo da UP em combater o racismo estrutural e garantir a liberdade de culto e a preservação das tradições afro-alagoanas.
Entre as principais propostas apresentadas no documento oficial da candidatura para a área destacam-se a ampliação e fortalecimento da Delegacia Especial dos Crimes Contra Vulneráveis Yalorixá Tia Marcelina, descentralizando seu atendimento para criar núcleos nas regiões do Agreste e Sertão, além do apoio direto aos terreiros e espaços de resistência cultural afro-alagoana.
A candidata também reforça a importância de combate ao Racismo Estrutural e de medidas concretas, como a criação de uma força-tarefa no Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), em parceria com órgãos federais, para acelerar a regularização fundiária e titulação das comunidades quilombolas.
Outra medida importante é o combate à violência policial com a juventude negra periférica, com uso obrigatório de câmeras corporais no fardamento, reorientação das forças de segurança para os Direitos Humanos e investigação independente de mortes decorrentes de intervenção estatal.
"Proteger os terreiros e a cultura de matriz africana é resgatar a história e a dignidade do povo alagoano. O nosso programa assume o compromisso firme de combater qualquer forma de intolerância religiosa e assegurar que a memória e os direitos das nossas comunidades sejam respeitados com orçamento e políticas públicas efetivas", afirmou Lenilda Luna.
Ascom Unidade Popular (UP) Alagoas