Política

Cabo Bebeto questiona redução salarial de médicos e desapropriação de área em Marechal Deodoro

21/10/2026
Cabo Bebeto questiona redução salarial de médicos e desapropriação de área em Marechal Deodoro

O deputado Cabo Bebeto (PL) criticou, durante pronunciamento na sessão desta quarta-feira, 21, na Assembleia Legislativa, a redução de 15% nos salários de médicos que atuam na rede pública estadual e os atrasos nos pagamentos da categoria. O parlamentar também questionou a desapropriação de uma área de 16 hectares, localizada à beira-mar, em Marechal Deodoro, e cobrou explicações do Governo do Estado sobre a finalidade da medida e o valor atribuído ao imóvel.

Ao abordar a situação dos médicos, Cabo Bebeto afirmou ter recebido reclamações de profissionais que tiveram os vencimentos reduzidos em 15%, sem aviso prévio, justificativa ou negociação. Segundo o deputado, há médicos com pagamentos atrasados, incluindo profissionais que atuam em hospitais e que ainda não teriam recebido os valores referentes ao mês anterior. “Imagine qualquer cidadão que trabalha o mês inteiro para receber seu dinheiro e, na hora de receber, ter 15% a menos”, questionou. O parlamentar classificou a situação como absurda e fez um apelo ao governador interino para que os pagamentos sejam regularizados e os valores descontados, corrigidos. Ele também criticou a condução da saúde pública estadual, que, em sua avaliação, tem sido um dos pontos mais problemáticos da atual gestão.

Outro ponto do pronunciamento foi a desapropriação de uma propriedade de 16 hectares em Marechal Deodoro, área que, segundo o deputado, equivale a aproximadamente 22 campos de futebol e está localizada à beira-mar. Cabo Bebeto questionou o valor de R$ 5 milhões atribuído ao imóvel e comparou a avaliação com a de uma propriedade vizinha, menor, que, conforme relatou, teria sido avaliada em R$ 40 milhões e desapropriada judicialmente por esse valor. “Não fala qual o interesse público, não mostra projeto, não diz o que é para o turismo”, afirmou o parlamentar, ao cobrar transparência sobre a finalidade da desapropriação. Ele também destacou que a propriedade possui construções e benfeitorias que, em sua avaliação, não teriam sido devidamente consideradas no processo.

Ao encerrar a fala, Cabo Bebeto defendeu o respeito ao direito de propriedade e questionou a atuação do Estado no caso. “É preciso respeitar a propriedade das pessoas. Toda terra tem dono, e o Estado não pode, de forma abrupta e acelerada, tentar tomar o que é dos outros a qualquer preço”, declarou. O deputado cobrou a apresentação de justificativas e avaliações consistentes para a desapropriação e defendeu que o poder público considere alternativas de negociação com os proprietários.

Ascom ALE