Política
Projeto de Cibele Moura que reconhece Igreja de São Sebastião como Patrimônio Histórico e Cultural de Alagoas é aprovado
A Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, nesta quarta-feira (21), em segunda votação, o projeto de lei de autoria da deputada estadual Cibele Moura que reconhece a Igreja de São Sebastião, localizada no Centro de Arapiraca, como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Material do Estado de Alagoas.
A deputada apresentou a proposta, que visa valorizar e preservar um dos principais marcos da formação histórica, religiosa e cultural do município, a pedido da ex-vereadora Aurélia Fernandes.
Cibele Moura destaca que a importância da igreja ultrapassa o aspecto religioso, uma vez que a edificação representa parte da formação social, urbana e cultural de Arapiraca. A iniciativa busca assegurar que a memória da igreja, sua arquitetura e sua relação com as tradições populares sejam reconhecidas também em âmbito estadual, como parte do patrimônio cultural de Alagoas.
Localizada na Avenida Rio Branco, a Igreja de São Sebastião possui mais de um século de história e mantém uma ligação direta com as origens de Arapiraca. Conhecida popularmente como Igrejinha de São Sebastião, a edificação é um dos templos religiosos mais antigos da cidade e já havia sido tombada como Patrimônio Histórico Municipal em 2005.
Com a aprovação em segunda votação, o projeto avança no processo legislativo para o reconhecimento estadual do imóvel, ampliando a valorização de sua importância para a memória e a identidade cultural do povo arapiraquense.
A história da Igreja de São Sebastião está diretamente relacionada ao desenvolvimento de Arapiraca. Segundo a justificativa apresentada por Cibele Moura no projeto, a construção teve início a partir de uma promessa feita pelo comerciante José Zeferino de Magalhães, em 1904, durante uma epidemia de febre tifoide que atingiu o então povoado entre 1904 e 1905.
Diante das dificuldades enfrentadas pela população, a comunidade recorreu à fé em São Sebastião, considerado protetor contra pestes e calamidades. Com o fim da epidemia, a construção da igreja foi realizada como forma de agradecimento, contando com a doação de terreno, a participação da Irmandade de Nossa Senhora do Bom Conselho e o trabalho do pedreiro Antônio Marroquim.
Desde então, o templo passou a integrar a vida religiosa e cultural da cidade, tornando-se cenário de celebrações que atravessaram gerações.
Entre essas manifestações está a tradicional festa de São Sebastião, marcada por novenas, procissões, leilões, bandas de pífanos e outras expressões da cultura popular, preservadas há mais de um século.
Fonte: Assessoria