Política

Thais Canuto transforma ataques em mobilização social contra violência política de gênero

25/09/2026
Thais Canuto transforma ataques em mobilização social contra violência política de gênero

Alvo recente de ataques e conteúdos depreciativos pelo simples fato de disputar as eleições deste ano, a candidata à deputada federal Thais Canuto (PSD) quebrou o silêncio para assumir a linha de frente do debate sobre equidade de gênero nos espaços de poder. Para a candidata, a denúncia firme é o único caminho para frear o machismo político e proteger não só futuras postulantes a cargos públicos, mas também outras mulheres vítimas desse tipo de violência.

A violência política de gênero ocorre por meio virtual ou nas ruas. Ela pode ser caracterizada como todo e qualquer ato com o objetivo de excluir a mulher do espaço político, impedir ou restringir seu acesso ou induzi-la a tomar decisões contra a sua vontade. Uma das formas de violência é a desqualificação, ou seja, a indução à crença de que a mulher não possui competência para a função à qual está se candidatando.

Pesquisa do Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP) mostra que episódios de hostilidade contra as mulheres aumentaram expressivamente nos últimos anos, ameaçando o direito da mulher de exercer seus direitos políticos. A Lei 14.192/2021, que criminaliza a violência política de gênero, prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos, além de multa. Mas é preciso superar gargalos que ainda silenciam as mulheres, a exemplo do temor pela revitimização.

Para Thais Canuto, sociedade e democracia são vítimas desse crime.

“Por muito tempo, escolhi não responder aos ataques de toda ordem. A crítica faz parte da vida pública. Ninguém é obrigado a concordar com o que falo ou penso. E qualquer pessoa pode me questionar ou cobrar resultado sobre aquilo que me cabe. Mas é inadmissível que transformem uma mulher em motivo de chacota, em razão de sua característica física e para desviar o foco daquilo que realmente importa, que é o debate de ideias. Isso ultrapassa todos os limites. Pode haver divergência, mas não se pode naturalizar a falta de respeito”, avalia a candidata.

Ela conta, ainda, que também denunciou os crimes dos quais foi vítima à Polícia Civil na cidade de Pilar, para que os ataques não fiquem impunes. “Não quero privilégio. Quero apenas que investiguem os fatos com rigor, para que esse tipo de violência não se repita com nenhuma outra mulher”, reforça Thais, candidata à deputada federal com o número 1599.

Fonte: Assessoria