Política
Pilar vai “segurar o país” por um mês em caso de apagão de gás, diz Renato Filho
Pilar vai receber o primeiro projeto de estocagem subterrânea de gás natural do Brasil, segundo o candidato a deputado federal e ex-prefeito do município, Renato Filho (MDB). Em entrevista ao OAL Podcast, ele afirmou que a estrutura terá papel estratégico na segurança energética nacional e que, quando estiver totalmente em funcionamento, o gás armazenado será capaz de “segurar o país” por um mês em caso de um apagão de gás.
“O primeiro do Brasil vai ser em Pilar. E, com isso, você dá uma segurança energética. Quando estiverem totalmente funcionando as estocagens de gás, todo o gás que estiver estocado aguenta segurar o país, caso tenha um apagão de gás no país, durante um mês”, afirmou Renato.
Segundo o candidato, o projeto já foi aprovado e aguarda a conclusão da etapa ambiental. Renato explicou que a proposta é armazenar gás para que o recurso possa ser utilizado em momentos de necessidade. Ele destacou ainda que esse tipo de estrutura já é utilizado há décadas em outros países.
Para Renato, a implantação do projeto reforça uma nova etapa da cadeia de petróleo e gás no Pilar. O município já possui produção do recurso e, segundo ele, também concentra novos investimentos ligados à geração de energia, entre eles projetos de termelétricas.
“Nós não podemos ser apenas extração de gás. Nós temos que produzir, gerar riqueza com isso”, afirmou.
Durante a entrevista ao OAL Podcast, Renato defendeu que o potencial energético existente no Pilar seja aproveitado para ampliar a atração de investimentos em Alagoas. Para ele, a disponibilidade de energia pode aumentar a competitividade do estado e criar condições para a instalação de novas empresas.
O candidato também apontou a possibilidade de levar essa cadeia para outras regiões de Alagoas por meio de novos modelos de distribuição do gás. Entre as alternativas citadas estão os chamados dutos virtuais, que permitem transportar gás natural comprimido por caminhões para locais onde a construção de gasodutos teria custo elevado.
A estratégia, segundo Renato, deve estar associada a tarifas competitivas e a um ambiente de negócios capaz de atrair grandes consumidores. “Uma empresa que vai investir R$ 500 milhões ou R$ 1 bilhão não vai para um lugar apenas porque o prefeito quer. Ela quer ir para um canto que tenha competitividade. Ela se torna competitiva quando consegue reduzir o custo da sua produção”, disse.
Para Renato, o desafio é fazer com que o crescimento da cadeia do gás tenha reflexos na economia e na geração de empregos. A proposta apresentada pelo candidato é utilizar o potencial já existente no Pilar como ponto de partida para ampliar investimentos e levar novas oportunidades para diferentes regiões de Alagoas.
Ascom Renato Filho