Política

Fátima Canuto repudia violência política de gênero contra Raquel Lyra e reforça importância de lei de enfrentamento em Alagoas

31/08/2026
Fátima Canuto repudia violência política de gênero contra Raquel Lyra e reforça importância de lei de enfrentamento em Alagoas
Fotos: Parlamentar é autora da lei que cria a política de enfrentamento à violência Política contra a Mulher em Alagoas | Assessoria

A deputada estadual Fátima Canuto se solidarizou com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, após cartazes expostos no centro do Recife associarem a candidatura da governadora à morte de seu marido. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fátima classificou o episódio como violência política de gênero e destacou que ataques como esse não podem ser normalizados.

“Violência política de gênero não dá mais. O que vimos ontem no centro do Recife, cartazes ligando sua candidatura à morte do próprio marido, mostra algo que vai muito além de um caso isolado”, afirmou a deputada.

Para Fátima, a utilização de aspectos da vida íntima e de momentos dolorosos da trajetória de mulheres como instrumento de ataque político revela uma desigualdade que ainda persiste na política. “Homens na política são cobrados por propostas, votos, gestão. Mulheres, muitas vezes, são cobradas pela vida íntima, pelo corpo, pela família, pela dor que carregam. Isso tem nome: violência política de gênero”, destacou.

A deputada é autora da Lei Estadual nº 9.455/25, que institui a Política Estadual de Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher em Alagoas. A legislação estabelece diretrizes para prevenir, combater e enfrentar práticas de violência política contra mulheres, contribuindo para a garantia da participação feminina nos espaços de poder e decisão.

Segundo Fátima, a existência de mecanismos de proteção é fundamental diante de uma realidade que ainda afasta mulheres da política. “Sei que essa violência é vivida diariamente por mulheres. E é isso que afasta tantas delas dos espaços de poder, das candidaturas, das cadeiras que deveriam ocupar”, ressaltou.

A parlamentar também reforçou que o enfrentamento à violência política de gênero depende da atuação conjunta da sociedade e das instituições. “Uma lei não resolve sozinha. Resolve quando a gente segue de olho, denuncia e não deixa banalizar”, afirmou.

Ascom Fátima Canuto