Política

CGU conclui inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para as Eleições 2026

22/08/2026
CGU conclui inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para as Eleições 2026
Fotos: Abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral e ocorre desde 2002 | Leobark Rodrigues/Secom/TSE

Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) concluíram, nesta sexta-feira (21), a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A verificação foi realizada ao longo de dois dias, 20 e 21 de agosto, na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, como parte do Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral.

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A ação integra o conjunto de auditorias realizadas por instituições fiscalizadoras habilitadas a acompanhar o desenvolvimento dos sistemas eleitorais. Durante a inspeção, a equipe técnica da CGU analisou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação e os softwares responsáveis pela preparação, transmissão e totalização dos resultados.

A inspeção foi acompanhada pelo chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra, que reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência do processo.

"Durante a inspeção, a gente abre todo o sistema e disponibiliza todo o código-fonte para as entidades fiscalizadoras. É uma oportunidade para que elas entendam como uma eleição funciona e como os sistemas foram programados e [para que] tenham a confiança de que a eleição vai ser segura", explicou Coimbra.

Ricardo Peres, auditor federal de Finanças e Controle da CGU, ressaltou que a participação de instituições dos Três Poderes e da sociedade civil na inspeção dos códigos-fonte da urna eletrônica é fundamental para garantir a transparência e a lisura de todo o processo eleitoral.

"Acho que quanto mais entidades fiscalizadoras participarem, mais o processo eleitoral sairá fortalecido", pontuou. "O que mais me chamou atenção durante a inspeção foi a evolução dos códigos. Ter a oportunidade de analisar os códigos e ver a urna por dentro é um dos momentos mais importantes do processo de fiscalização", concluiu.

A abertura dos códigos-fonte é prevista na legislação eleitoral e ocorre desde 2002. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras previstas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021.

Ascom TSE/AL