Política
Vereador critica condições do aterro sanitário e questiona irregularidades de impacto ambiental
A situação do aterro sanitário de Maceió, localizado no Benedito Bentes, foi tema de discurso do vereador Allan Pierre, durante a sessão desta quarta-feira (13), na Câmara Municipal. O parlamentar demonstrou preocupação com o empreendimento devido às denúncias que impactam negativamente no meio ambiente.
Para o vereador, o aterro sanitário, que teve a sua operação iniciada em 2009, não deveria estar recebendo mais resíduos.
“O aterro sanitário de Maceió é gerido, atualmente, pela empresa Horizon. Antes, era gerenciado pela V2. São várias mensagens que venho recebendo nas redes sociais, por ambientalistas e também por moradores do Benedito Bentes, apontando que o aterro teria uma vida útil até 2028. Essa condição foi antecipada em cinco anos, e o aterro sanitário não deveria receber mais nenhum tipo de resíduo. Há três anos, as atividades eram para estar suspensas”, contextualizou o parlamentar.
O vereador lançou a preocupação com o fato da região onde está localizado o aterro se tornar um novo lixão.
“Como tratar de uma cidade que está em pleno crescimento, sem levar em consideração o manejo correto de seus resíduos. Lembrando que o aterro também está localizado em uma área em plena expansão, e com a operação continuada do aterro, pode inviabilizar empreendimentos na região que possivelmente poderiam contribuir com o desenvolvimento econômico da capital”.
Allan Pierre disse ainda que vai elaborar uma série de encaminhamentos e cobrar explicações à concessionária que gerencia o aterro sanitário, a exemplo dos indícios de controle ineficaz do chorume, inconsistências entre os volumes de resídios gerados e destinados, indicativos de despejos irregulares de efluentes, ausência de segregação adequada dos resíduos sólidos, utilização de equipamentos precários estruturais e armazenamento inadequado de produtos químicos.
Para o presidente Chico Filho, o assunto tratado em plenário também remonta a uma preocupação dos moradores do bairro de Riacho Doce. Chico reforçou que o Município, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió (IPLAM), tem realizado fiscalizações e que o parlamento vem atuando para proteção do meio ambiente.
“Essas problemáticas sobre o aterro sanitário têm apavorado a comunidade do Riacho Doce devido à qualidade da água do riacho que corta aquela região e desagua em uma das praias mais bonitas de nossa capital. Já recebemos essas informações da fiscalização do IPLAM, e a Câmara Municipal está ciente de toda essa situação”, reforçou Chico Filho.
Também durante a sessão desta quarta (13), temas sobre transporte coletivo, mobilidade urbana e educação foram abordados pela vereadora Teca Nelma e pelo vereador Charles Hebert.
Dicom CMM