Política

Superlotação na Maternidade Santa Mônica reacende debate sobre falta de leitos em Alagoas

23/04/2026
Superlotação na Maternidade Santa Mônica reacende debate sobre falta de leitos em Alagoas
Fotos: Assessoria

A situação de superlotação na Maternidade Santa Mônica voltou a ser alvo de críticas nesta semana. O vereador David do Emprego (União Brasil) esteve na unidade e denunciou as condições enfrentadas por pacientes e profissionais de saúde, apontando falta de leitos e dificuldades na regulação hospitalar em todo o estado. Além de denúncias graves sobre as condições internas.

Imagens recebidas ao longo da semana mostram o que seriam vermes em uma refeição servida na unidade, além da presença de escorpiões nas dependências da maternidade. A gravidade dos relatos chama atenção por se tratar de uma unidade de referência no atendimento obstétrico e neonatal no estado. Somadas à superlotação, as denúncias reforçam um cenário crítico na saúde pública.

Segundo o parlamentar, a unidade amanheceu mais um dia operando acima da capacidade. Ele relatou a presença de pacientes com suspeita de doenças infecciosas sem a devida estrutura para isolamento, o que agrava o cenário. “Estive na maternidade Santa Mônica, que vive superlotada. Amanhecemos mais um dia nesta situação. Até quando aguentaremos? Temos pacientes hoje com suspeita de tuberculose e covid sem local para isolamento”, afirmou.

O vereador destacou que o problema não se restringe à maternidade e reflete uma deficiência estrutural em toda a rede hospitalar estadual. De acordo com ele, a escassez de leitos impacta diretamente o fluxo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), gerando atrasos na transferência de pacientes. “Sabe a demora na regulação? Na transferência de pacientes das UPAs ocorre justamente pela falta de leito nos hospitais. Se essa realidade não mudar, infelizmente vai continuar”, declarou.

David do Emprego também criticou a gestão da saúde pública em Alagoas, afirmando que há carência de insumos básicos. “Além da falta de leitos, faltam insumos para cirurgias, faltam medicamentos, e tudo isso não é por falta de dinheiro, vocês sabem”, disse o vereador.

O parlamentar ainda chamou atenção para o impacto direto da situação sobre o funcionamento das UPAs. Segundo ele, quando pacientes não conseguem ser transferidos para hospitais de referência, as unidades municipais ficam sobrecarregadas, comprometendo o atendimento. “Quando um paciente de uma UPA municipal não é transferido, a unidade fica superlotada e o caos se instaura. Nesse caso, ainda envolvem mães e seus bebês”, ressaltou.

No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a organização dos atendimentos de maior complexidade é de responsabilidade principal dos governos estaduais, que gerenciam a oferta de leitos, hospitais de referência e a regulação de vagas. Já os municípios atuam sobretudo na atenção básica e média complexidade, como nas UPAs, sendo responsáveis pelo primeiro atendimento e encaminhamento dos pacientes. A União, por sua vez, define diretrizes, políticas nacionais e participa do financiamento do sistema.

Assessoria