Política

Nem a própria família acredita: isolamento político fragiliza e descredibiliza candidatura de Izabelle Alcântara

22/04/2026
Nem a própria família acredita: isolamento político fragiliza e descredibiliza candidatura de Izabelle Alcântara

A possível pré-candidatura de Izabelle Alcântara à Assembleia Legislativa já entra no jogo cercada de dúvidas, não pela disputa em si, mas pela falta de sustentação política real. Nos bastidores, o diagnóstico é direto: trata-se de um projeto que ainda não conseguiu demonstrar densidade nem dentro do próprio grupo, muito menos fora dele.

O sinal mais evidente desse isolamento é a ausência de unidade até no núcleo familiar. O ex-prefeito de Palestina, Júnior Alcântara, optou por não acompanhar o projeto e já direciona apoio ao deputado Silvio Camelo. Mais do que um movimento político, o gesto reforça uma percepção incômoda: a candidatura não conseguiu gerar confiança nem entre os mais próximos.

Outro ponto que chama atenção é o histórico político. Izabelle é ex-esposa do ex-prefeito Joãozinho Pereira, irmão do deputado estadual Fernando Pereira. Hoje, no entanto, não há vínculo político entre eles; o que reforça ainda mais o cenário de isolamento e ausência de um grupo estruturado ao seu redor.

Na tentativa de ganhar musculatura, Izabelle também buscou se aproximar do agora ex-prefeito de Maceió, JHC, ao se filiar ao mesmo partido. A estratégia é clara: associar sua imagem a um grupo com força política consolidada. No entanto, essa construção tem ficado muito mais restrita ao ambiente digital do que à realidade prática.

Nas redes sociais, há esforço para transmitir crescimento, articulação e presença. Mas, fora delas, onde o voto de fato se constrói, o cenário é outro. Falta base consolidada, capilaridade e conexão direta com a população. E, em política, não há atalho: engajamento virtual não substitui presença real.

Diante disso, cresce a leitura de que a candidatura funciona mais como tentativa de se manter viva no cenário político do que como um projeto competitivo de fato. Sem alianças robustas, sem grupo estruturado e sem respaldo popular a candidatura tende a seguir um roteiro conhecido: aparece, ocupa espaço momentâneo e perde força ao longo do processo, mais um movimento de sobrevivência política do que uma disputa com chances reais nas urnas.

Fonte: Assessoria