Política
Pesquisa Veritá para Alagoas é irregular, determina Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral de Alagoas proibiu a divulgação de pesquisa eleitoral do Instituto Veritá após identificar inconsistências na metodologia e falhas no registro das informações. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL).
Segundo o tribunal, a pesquisa apresentou divergências entre os dados informados no cadastro oficial e aqueles utilizados no resultado final, especialmente na composição por renda dos entrevistados.
A decisão aponta ainda ausência de comprovação de ajustes estatísticos para corrigir essas distorções, o que compromete a confiabilidade do levantamento.
Outro problema identificado foi a falta de detalhamento das áreas pesquisadas. O instituto informou que a coleta ocorreu em “todos os bairros” dos municípios, sem especificar as regiões efetivamente abrangidas, o que fere as exigências de transparência da Justiça Eleitoral.
O tribunal também registrou que o questionário incluiu perguntas sobre a eleição presidencial, embora a pesquisa estivesse registrada apenas para cargos estaduais, indicando inconsistência entre o conteúdo declarado e o aplicado.
Diante das irregularidades, o TRE declarou a pesquisa inválida e proibiu sua divulgação em qualquer meio, incluindo redes sociais e veículos de comunicação.
O Instituto Veritá foi multado em R$ 53,2 mil.
Assessoria