Política
Ângela Garrote endurece críticas, expõe “turismo político” e cobra ação imediata sobre crise no Hospital Regional, em Palmeira
Em um dos discursos mais incisivos dos últimos dias na Assembleia Legislativa, a deputada Ângela Garrote não apenas denunciou o risco de fechamento da maternidade do Hospital Santa Rita, na sessão desta quarta-feira (25), como também mirou diretamente o que chamou de “política de aparição” em ano eleitoral.
Segundo a parlamentar, enquanto a unidade hospitalar enfrenta atraso de repasses e ameaça de paralisação por falta de pagamento aos funcionários, cresce a movimentação de políticos nos corredores do hospital, mas sem resultados concretos.
“A gente só vê deputado agora, em ano de eleição, passeando no hospital. Mas ninguém resolve o débito que o Estado deve”, disparou.
A crítica ganhou contornos ainda mais diretos quando Ângela citou nominalmente o líder do governo na Casa, Silvio Camelo. Em tom de ironia e cobrança, ela alfinetou:
“Está bom de deixar de andar um pouco em Palmeira dos Índios e ir até a Secretaria de Estado para ver se o secretário repassa o que deve ao Hospital Santa Rita.”
A fala escancara não só a insatisfação com a condução do problema, mas também a cobrança interna dentro da própria base governista por uma resposta efetiva diante da crise.
Ângela Garrote reforçou que a situação é urgente e pode ter consequências graves. De acordo com ela, se nenhuma providência for tomada, a maternidade pode fechar as portas, prejudicando diretamente gestantes e colocando vidas em risco.
Para ilustrar o absurdo, a deputada comparou a situação a uma contradição simbólica: ir a Juazeiro do Norte e não visitar o Padre Cícero, uma crítica à prática de construir estruturas que não funcionam.
A mensagem foi clara e direta: menos “turismo político” e mais responsabilidade. Porque, enquanto alguns fazem agenda de visibilidade, a população segue à espera de soluções que nunca chegam.
Assessoria