Política

Prefeitura de Pilar sob suspeita: contrato de R$ 3,5 milhões para kits escolares é investigado

21/03/2025
Prefeitura de Pilar sob suspeita: contrato de R$ 3,5 milhões para kits escolares é investigado
Fotos: Vereador Marcos Cachoeira | Assessoria

Um contrato milionário da Prefeitura de Pilar para a compra de 11 mil kits escolares está no centro de uma investigação por supostas irregularidades. A denúncia, revelada pelo jornalista Wadson Correia, do canal Jornalismo Investigativo[assista o vídeo abaixo], levanta questionamentos sobre a qualidade dos materiais e um possível superfaturamento na aquisição.

Entre os itens distribuídos, a bolsa escolar e produtos como lapiseiras e garrafas d’água apresentam rótulos da China, o que indica que não foram adquiridos de fornecedores nacionais, como previa o edital. Além disso, a bolsa, que pode ser encontrada na internet por R$ 35, foi contratada pelo município por R$ 185.

O Ministério Público Estadual já abriu investigação, enquanto o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE) avalia a suspensão da execução do contrato até que as denúncias sejam esclarecidas. O vereador Marcos Cachoeira, integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Pilar, solicitou acesso aos autos da investigação para fiscalizar o caso.

A licitação foi aberta ainda na gestão do ex-prefeito Renato Filho (MDB), mas os materiais foram entregues já no mandato da sucessora, Fátima Rezende (MDB). A empresa responsável pelo fornecimento dos kits, C.F. Empreendimentos, é acusada de adulterar documentos para vencer o processo e de não seguir os critérios estabelecidos na Lei de Licitações. Em outro município, Atalaia, a mesma empresa já havia sido inabilitada.

Em nota, a Prefeitura de Pilar alegou que seguiu todas as normativas da administração pública e que a entrega dos kits foi atestada por uma comissão da Secretaria de Educação. Segundo a gestão, as denúncias partem, em sua maioria, de fornecedores que não venceram a licitação.

Enquanto as investigações seguem, o contrato de R$ 3,5 milhões continua sob escrutínio, e os alunos da rede municipal podem ter sido prejudicados por materiais de qualidade inferior ao que foi prometido.

Assessoria