Política

Acusada de ser analfabeta, prefeita de Novo Lino pode ser cassada pelo TRE

07/07/2017
Acusada de ser analfabeta, prefeita de Novo Lino pode ser cassada pelo TRE
Lúcia de Vasco durante a campanha para prefeita de Novo Lino. (Foto: Luzamir Carneiro/JG Notícas) Lúcia de Vasco durante a campanha para prefeita de Novo Lino. (Foto: Luzamir Carneiro/JG Notícas)

Em parecer encaminhado ao relator da ação contra a prefeita de Novo Lino, Lúcia de Vasco (PSDB), a procuradora-regional eleitoral substituta Aldirla Albuquerque, recomenda a cassação dos mandatos da prefeita e da vice-prefeita, Rafaelly Buarque de Melo Silva Morais. O parecer é do dia 28 de junho. Lúcia de Vasco como é conhecida a prefeita Luciene Maria Ferreira é acusada de ser analfabeta e ter forjado diplomas para comprovar sua escolaridade.

O relator da ação que pede a cassação da prefeita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) é o desembargador Gustavo de Mendonça Gomes. Lúcia de Vasco é acusada de ter apresentado documentos falsos comprovando sua escolaridade para que pudesse se candidatar ao cargo de prefeita de Novo Lino nas eleições municipais de 2016. Ela foi eleita com pouco mais de 53% dos votos válidos, derrotando a candidata do PSC, Marcela Silva Gomes de Barros.

Para a procuradora Aldirla Albuquerque, a prefeita não tem escolaridade para exercer o cargo e que portanto é favorável à cassação de seu diploma, bem como da vice-prefeita. ““Ainda, na defesa a recorrida informou ter frequentado as aulas no período da manhã, mas a documentação aponta o período vespertino”, destacou a procuradora. No dia 15 de maio, a acusada foi submetida a teste reservado de escolaridade na presença de advogados.

“Foi provado que não se tratava de apenas erros gramaticais, mas a impossibilidade de se comunicar de forma escrita, seja lendo ou redigindo textos”, observou Aldirla Albuquerque. Com a conclusão do julgamento também foi pedida a instauração de inquérito policial em relação ao crime de apresentação de falso documento perante a Justiça Eleitoral. A ação que tramita no TRE de Alagoas deve ter seu julgamento em plenário nos próximos dias. A ação eleitoral foi proposta pelo escritório Lira Soares Sociedade de Advogados.

Por Redação