Política
Dados do IBGE apontam aumento na taxa de mortalidade infantil em Alagoas
02/12/2016
Dentre as diretrizes do Programa Anual de Saúde (PAS), estabelecidas pelo Ministério da Saúde para que os governos estaduais possam executar, está a integração das ações e serviços de saúde na rede materno-infantil. O objetivo é organizar a rede de atenção obstétrica e neonatal, diminuindo assim a mortalidade materna e infantil no estado.
Entre as metas a serem cumpridas em Alagoas está a redução de 5% da taxa de mortalidade infantil. Mas dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Estado ainda está longe de alcançar suas metas. Nesta quinta-feira (1), o deputado Rodrigo Cunha falou na tribuna da Assembleia Legislativa e chamou atenção para o retrocesso na saúde alagoana.
Segundo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil no estado era de 20% para cada 1000 nascidos vivos em 2015, a terceira maior do país. “Depois de alguns anos avançando na redução da mortalidade infantil, Alagoas volta a retroceder e vai na contramão do país”, disse o deputado.
Na última segunda-feira, em audiência pública realizada na Assembleia, a secretaria de estado da Saúde confirmou o aumento da taxa de mortalidade infantil em Alagoas. “O estado falhou, e falhou feio. Vínhamos em uma taxa decrescente, reduzindo a mortalidade infantil, e não podemos permitir um retrocesso quando estamos tratando da vida de alagoanos”, ressaltou Rodrigo Cunha.
O deputado observou ainda que a dotação orçamentária do governo do estado, previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o fortalecimento da rede de atenção obstétrica e neonatal, foi de mais de R$ 16 milhões, no entanto, apenas R$ 30,00 foi utilizado até a presente data, segundo o Portal da Transparência. Já para o ano de 2017, a previsão orçamentária para esta ação, inclusive, registra uma diminuição de R$ 5.719.033,00.
Rodrigo Cunha destacou ainda o fechamento da Maternidade Santa Mônica, ocorrido hoje por falta de insumos. “Não adianta dizer que temos um governador herói, quando existe preocupação com os números e não com a vida. É preciso revermos nossas prioridades. Não queremos achar culpados, mas sim achar soluções definitivas”, concluiu.
Fonte: Ascom Rodrigo Cunha
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