Política

Candidato a prefeito de Maragogi é intimado a prestar esclarecimentos

07/09/2016
Candidato a prefeito de Maragogi é intimado a prestar esclarecimentos

Nesta terça-feira, 6, o candidato a prefeito de Maragogi pelo PP, Fernando Sérgio Lira, foi intimado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a acusação de que estaria trocando consultas médicas por votos. Tudo começou quando o médico reumatologista, durante entrevista a uma rádio local, afirmou que sua residência “se transformou numa UPA II”, numa alusão à Unidade de Pronto-Atendimento que funciona em Maragogi.

Na entrevista, o pré-candidato ainda confirmou que os atendimentos eram realizados desde 4 de maio, quando voltou a residir no município. Os acolhimentos domiciliares de Fernando Sérgio teriam gerado, inclusive, a confecção de um boletim de ocorrência, onde o coordenador das equipes de enfermeiros da UPA de Maragogi denuncia a prescrição de um raio-x por determinação de Fernando Sérgio, o que seria irregular, uma vez que o médico não integra os quadros da unidade de atendimento.

Nas redes sociais, durantes semanas, circularam imagens de pacientes comentando que foram atendidos na casa do pré-candidato e que, ''caso alguém tenha algum problema médico'', Fernando Sérgio Lira encontrava-se à disposição para ofertar o atendimento clínico em questão. Nas mensagens, os pacientes que fazem o convite relatam que o atendimento é "0800 e por amor à sua terra, que é Maragogi"'.

Através de ata notarial, a denúncia do suposto atendimento médico em troca de voto já foi encaminhada à Superintendência Regional de Polícia Federal em Alagoas, à Promotoria de Justiça de Maragogi-AL e ao Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de que os órgãos realizem diligências no sentido de constatar se, de fato, existe a troca de atendimento médico por votos.

Comprovando-se a prática, o profissional pode ser punido, visto que, em seu texto de norma e condutas, o Código de Ética dos Médicos é taxativo ao apontar que "o trabalho do médico não pode se explorado com finalidade política ou religiosa". Para o candidato opositor, Marcos Madeira, esta prática do uso ilegal da profissão de médico pode desequilibrar a lisura do pleito. “Eu confio plenamente na justiça do meu Estado, e espero que sejam tomadas as medidas cabíveis”, afirmou.

Fonte: Barranahora