Política

Município de Arapiraca discute iniciativas para compor agenda política

14/07/2016
Município de Arapiraca discute iniciativas para compor agenda política

{dd15f6fbfde3a5988aeb5f2c878cba77}_dsc_0038_1__6000x4000x0Reunir opiniões e ideias da sociedade e do setor produtivo foi o objetivo do seminário temático Arapiraca mais perto de você, encerrado nesta quarta-feira, dia 14, na sede da Uniopar, em Arapiraca. Promovido pela Fundação Ulysses Guimarães (FUG), o encontro abordou - nesta manhã - sugestões para os setores da Indústria, Comércio e Serviços, contando com a participação do presidente da Fecomércio AL e do Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta.

Ao abrir o evento, o vice-presidente da FUG em Alagoas, Sabino Fidelis, explicou ser um projeto que dá uma nova visão na forma de interagir com a população e com a sociedade. O objetivo é preparar um diagnóstico a partir dessa consulta a fim de nortear a agenda política do pré-candidato do PMDB ao governo municipal. “Apesar desse documento subsidiar a agenda política, os posicionamentos dos participantes são apartidários. As colocações serão de importância para um diagnóstico preciso para se enfrentar a real situação por qual Arapiraca passa”, complementou. Além das discussões durante o seminário, a fundação lançou há 15 dias o site www.arapiracamaispertodevoce.com.br como forma de democratizar ainda mais o processo e estimular a participação de todos.

A iniciativa foi parabenizada por Wilton Malta. “Realmente precisa ser pensada uma agenda propositiva para as futuras gestões. Estamos em 2016 e daqui a oito anos Arapiraca completará 100 anos. Qual a Arapiraca que nós queremos? O que nós precisamos para nossa cidade daqui a dois, três, seis anos? Nossa saúde está boa e nossa infraestrutura completa?”, questionou Malta a falar sobre a importância do evento ao reunir pessoas que gostam do município e procuram desenvolvê-lo. “Peço que todos o façam pensando não só na sua empresa, mas nas várias empresas que hoje elevam a economia de nosso município”, finalizou.

Economia

O assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, apresentou aos participantes o panorama econômico geral e de Arapiraca. Conforme os números apresentados, o boom da economia brasileira durou de 2001 até 2014, registrando entre 2010 e 2014 um crescimento maior. A partir de 2015, além de ter deixado de crescer, o país passou a produzir menos.

Em Arapiraca, mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) tem como responsável o comércio, embora a agricultura tenha importância, pois a região do agreste abastece outras áreas do Estado e a diversidade de produtos permite uma entrada maior de recursos. “Arapiraca deu certo porque faz parte de uma região central do agreste e faz um ponto de cruz cortando o Estado, o que favorece o fluxo econômico. Ao meu ver, o município tem a vocação para a agroindústria. É uma região que tem um índice pluviométrico bom que propicia uma diversidade de culturas”, falou o economista ao avaliar que a concentração de terras no município é, na maior parte, acima de 100 hectares.

Entretanto, Rocha pontuou que o comércio ainda é a maior vocação do município, mas alguns gargalos devem ser resolvidos. “É preciso investir na área viária visando escoar a produção. Arapiraca deu um salto na economia, em parte estabelecido pela Agenda 21, a qual incluiu em seu plano de estabelecimento o incentivo à atração de novas indústrias. Deu certo, mas estagnou, muito por conta da crise. A saída é investimento em infraestrutura, saneamento básico e logística viária para criar um porto seco que consiga dar celeridade no escoamento da produção”, explicou.

De acordo com o especialista, em termos de finanças públicas o município arrecadou, em 2014, 27 milhões em ICMS e, em 2015, 30 milhões. Para ele, as discussões de hoje devem pensar, também, formas de atrair investimentos e estimular o emprego e, consequentemente, o consumo, movimentando a economia local.

Ascom Fecomércio/AL