Política
Assistência materno-infantil em Maceió é debatida em sessão na Câmara
A Câmara Municipal de Maceió, através da Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem Estar Social, presidida pela vereadora Heloísa Helena (Rede), realizou, na manhã desta quarta-feira (13), audiência pública para discutir a atenção materno infantil na capital alagoana.
Coordenadora da Rede Cegonha em Maceió, Zusângela Dórea exibiu num telão avanços na gestão pública de atendimento às gestantes e também dificuldades pelas quais ainda passam as parturientes que buscam acompanhamento médico durante a gestação. Segundo ela, o maior desafio ainda é garantir o pré-natal adequado para as maceioenses, com número de consultas suficiente.
“O ideal seria garantir pelo menos seis consultas durante o pré-natal para que a gestante possa ter um acompanhamento decente, mas ainda não conseguimos assegurar este atendimento”, explicou a coordenadora Zusângela, dizendo que a baixa cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) agrava a situação.
Por outro lado, ela informou que a dinâmica de marcação, realização e entrega de exames ganhou velocidade. “Com o sistema que operamos, a marcação de exames é feita sem que a gestante precise enfrentar filas”. De acordo com Suzângela, também houve avanços na qualificação de leitos das Unidades de Cuidados Intermediários (UCI), mas ainda é precária a oferta de leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal.
“Os leitos UCI das maternidades Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima receberam melhoras, com ajustes na oferta de serviços contratados, mas ainda faltam leitos de UTI neonatal para cobrir a demanda do Estado”, disse a coordenadora da Rede Cegonha, explicando que a necessidade de Alagoas seria de 171 leitos de UTI neonatal, mas só há menos de cem disponíveis.
Suzângela expôs que, em parceria com o Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, os contratos dos leitos estão sendo acompanhados e a qualidade dos serviços, cobradas dos hospitais conveniados. “Além disso, estamos acompanhando com rigor as investigações de óbitos, intensificando os cuidados no tratamento de doenças como HIV e Sífiles e oferecendo espaço para troca de experiências entre pais de crianças com microcefalia, no sentido de garantir melhor assistência para as crianças”, relatou.
Segundo ela, a redução de cirurgias cesáreas também é um dado positivo para a saúde pública em Maceió. Mais da metade dos partos em 2015 ocorreram de forma natural na capital. A coordenadora disse que entre 2013 e 2015, o percentual de partos normais saltou de 37,5% para 50,2%. “Avançamos bastante. Uma das preocupações é com a violência obstetrícia, caracterizada, entre outras coisas, por procedimentos realizados na mulher sem necessidade. De quatro mulheres, uma sofre violência obstetrícia”, disse a coordenadora.
O vereador Luiz Carlos Santana (DEM) agradeceu as considerações da coordenadora da Rede Cegonha e informou que só em 2015 foram realizadas 16 audiências públicas pela Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem Estar Social, com objetivo de identificar problemas no acesso da população aos serviços médicos na capital.
“Este ano já foram cerca de cinco audiências. Nosso apelo é para que cada vez mais a população participe e elabore conosco propostas para que a saúde pública avance em Maceió”, frisou o vereador.
Fonte: Ascom/Câmara de Maceió