Política

Servidor efetivo de São Sebastião afirma que é vítima de perseguição política

26/03/2016
Servidor efetivo de São Sebastião afirma que é vítima de perseguição política

Apesar de ainda faltarem oito meses para a eleição 2016, as perseguições políticas já começam em vários municípios de Alagoas. Um deles é o de São Sebastião, na região Agreste de Alagoas, onde o prefeito Charles Pacheco, desde o inicio do ano passado, determinou o desligamento do quadro de servidores do município, o servidor concursado e advogado Eduardo Hélio da Silva Barros, que já entrou com uma ação na Justiça, reivindicando seus direitos de retornar ao serviço público, bem como o recebimento de seus proventos, cortados desde 2015.

Segundo Eduardo Hélio Silva Barros, matrícula nº 1284, com mais de 16 anos de serviços prestados ao município de São Sebastião, ele foi afastado do cargo de agente administrativo, sem o devido processo legal, não tendo oportunidade da ampla defesa e do contraditório, atos estes praticados pelo prefeito Charles Pacheco e o secretário de Finanças, Carlos Sérgio da Silva. O servidor se socorre ao Poder Judiciário para amparo nesta ilegalidade através do processo n. 0700508-25.2015.0037, o qual requer a imediata reintegração ao serviço público e o recebimento de mais de 12 meses de salários atrasados.

Perseguição

"As perseguições as quais venho sofrendo perdura desde o início de 2015,quando tive meu salário cortado e a informação de que não precisava mais trabalhar para a municipalidade, tudo isso de forma verbal através do secretário de Finanças que disse ter recebido ordens do prefeito, tudo isso porque o servidor não possui domicílio eleitoral em São Sebastião, pois o mesmo reside em Arapiraca e que por diversas vezes ter sido questionado a fazer a transferência do título para ser bem atendido quando precisasse pelo grupo político", afirma.

"Por não concordar com as circunstâncias sofridas e como servidor concursado venho me socorrer ao amparo judicial e a apuração pelo Ministério Público, na apuração dos atos graves praticados por estes gestores ocupantes destes cargos públicos. Tendo assim seu regresso ao cargo efetivo e o recebimento de seus proventos, pois o mesmo é do quadro efetivo e em sua ficha funcional não existe nada que desabone ou manche a sua vida administrativa", concluiu o advogado.