Política

Comissão vai pedir cancelamento de leilão do Mercado de Jaraguá

25/02/2016
Comissão vai pedir cancelamento de leilão do Mercado de Jaraguá
A Comissão Permanente de Abastecimento, Indústria, Comércio e Agricultura, presidida pelo vereador Dudu Ronalsa (PSDB), está empenhada em cancelar o leilão do Mercado Público de Jaraguá, da mesma forma como interferiu para evitar o leilão do Mercado do Artesanato, no bairro da Levada, logo após o Carnaval. O Mercado Público de Jaraguá é conhecido pelo grande fluxo de pessoas que frequenta o local para fazer refeições, principalmente. Há também uma feira de alimentos e outros produtos que ocorre há quase duas décadas. No entanto, para saldar uma dívida de R$ 330 mil, que o Estado possui com o Tesouro Nacional, o juiz da 5ª Vara Federal, José Donato de Araújo, determinou, no último dia 22, que o prédio, avaliado em R$ 2,8 milhões, fosse a leilão. O vereador Dudu Ronalsa afirma que está acompanhando de perto a elaboração da defesa do Estado, formulada através da Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimonial (Carhp), dona do Mercado de Jaraguá. “Estamos aguardando que a defesa seja protocolada para, enquanto comissão de Abastecimento da Câmara, ingressar também com o pedido para que o leilão seja abortado. Estamos do lado dos trabalhadores”, frisou ele. Dudu Ronalsa informa que cerca de 60 pessoas trabalham diretamente no local e outras 300 vivem indiretamente do comércio feito no Mercado de Jaraguá. “Queremos encontrar outras alternativas para que a dívida que está sendo cobrada pela Justiça Federal seja paga sem afetar a vida de tantos trabalhadores de Maceió. O Mercado de Jaraguá, assim como o Mercado do Artesanato, é um patrimônio cultural da cidade que pertence ao povo”, afirmou. A secretaria Municipal de Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), com o auxílio da Procuradoria Geral do Município, mantém diálogo com a Justiça Federal na tentativa de garantir aos os trabalhadores a propriedade do Mercado de Jaraguá. O órgão municipal é responsável pela administração do estabelecimento, cedido pelo Estado à prefeitura. “Assim que a defesa estiver pronta, a Câmara, através da Comissão de Abastecimento, irá reforçar o pedido para que o leilão não ocorra. Muitas famílias seriam prejudicadas e não queremos isso”, explicou o vereador Dudu Ronalsa.