Nesta segunda-feira (18), analistas de mercado revisaram a projeção esperada da inflação para este ano e a expectativa é mais uma alta, passando de 6,93% para 7%. O boletim Focus foi divulgado pelo Banco Central, que mostrou que, em 12 meses, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de 6,79% para 6,83%. A previsão da inflação em 2017 também foi revista de 5,20% e deverá chegar a 5,40%. Segundo o deputado Pedro Vilela (PSDB AL) os números são reflexos da falta de credibilidade do governo Dilma, e não aponta surpresas. "Já é esperado que 2016 seja um ano difícil para os brasileiros. A falta de uma política sólida de ajuste fiscal faz com que o Brasil perca a credibilidade. É o PT afundando ainda mais nosso País", destacou o deputado. Para Vilela, a presidente Dilma não mostra como irá superar a recessão econômica e o aumento da inflação, o que gera desconfiança dos investidores. "Nem a sociedade consegue ficar tranquila. É um governo que gasta mais do que arrecada, sem compromisso e que vem gerando desemprego ao longo dos anos. Ninguém tem confiança na gestão da presidente e ficamos à mercê de suas ações irresponsáveis", ressaltou. Ele lembrou ainda os aumentos do último ano, e a consequência na vida dos brasileiros. "No primeiro ano de reeleição da presidente Dilma tivemos aumento no combustível, na energia, no botijão de gás, no transporte urbano, além da feira do supermercado. A sociedade está de mãos atadas e o País desgovernado". De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, com a atualização das expectativas para a inflação, os analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a atual taxa básica de juros de 14,25% para 15,25% até o fim deste ano. O jornal afirma que, entre os analistas “Top 5” – aqueles que mais acertam as projeções – a expectativa é que a inflação alcance 7,54% neste ano, em vez de 7,49% como estimado no relatório anterior, e corresponda a 5,50% em 2017. O relatório da Focus mostra ainda que a retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 segue em 2,99%. A estimativa para 2017 saiu de crescimento de 0,86% para 1%. A produção industrial permanece como principal setor responsável pelas previsões para o PIB em 2016 e 2017.