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Imunoterapia chega para o tratamento do câncer de reto avançado
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que até o final deste ano 53.810 brasileiros serão diagnosticados com câncer colorretal. Entre os casos, estarão os de câncer de reto – parte final do intestino grosso. No Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Oncológica (ESMO), um estudo avaliou a eficácia da primeira imunoterapia para o câncer de reto avançado com alta instabilidade de microssatélite ou deficiência do sistema de reparo de DNA. Dos 154 pacientes que receberam o medicamento dostarlimabe, 47% atingiram a remissão total da doença por um ano. Outros 38 pacientes já não apresentavam sinais da enfermidade em seguimento inferior a 12 meses.
Segundo a médica Maria Ignez Braghiroli, da Oncologia D’Or, o grupo de pacientes avaliados possui uma alteração que não é comum em tumores malignos do reto. “Porém, podemos oferecer uma vantagem enorme em termos de tratamento para quem se encaixa neste perfil”, afirma a médica. “Desta maneira, no mundo ideal, antes de iniciar qualquer tratamento para uma pessoa com adenocarcinoma de reto, deveríamos checar se possui esta alteração”, complementa a oncologista.
O câncer colorretal é uma doença heterogênea e multifatorial, que se desenvolve principalmente a partir de mutações genéticas em lesões benignas, como pólipos adenomatosos. Os fatores de risco mais importantes são o tabagismo, o sedentarismo, o excesso de gordura corporal, o consumo de bebidas alcoólicas, consumo elevado de carne vermelha e carnes processadas, além de uma alimentação pobre em cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais.
Estudo
O estudo Azur-1 fase 2 reuniu 154 pacientes com câncer de reto localmente avançado, cujos tumores apresentavam as características genéticas associadas à instabilidade de microssatélites alta e à deficiência no reparo de erros do DNA. Essas alterações genéticas podem tornar as células tumorais mais suscetíveis à ação do sistema imunológico, favorecendo a resposta à imunoterapia.
O trabalho científico teve como objetivo principal avaliar quantos pacientes não apresentavam nenhum sinal de câncer por pelo menos 12 meses consecutivos após o tratamento com dostarlimabe. Os resultados mostraram que quase metade dos pacientes (47%) atingiu a remissão total por um ano e outros 38 pacientes já estavam sem sinais da doença antes do período de um ano.
Na opinião dos médicos que estavam tratando diretamente os pacientes no hospital, 68% dos participantes do estudo mantiveram o câncer zerado por um ano e 82% tiveram redução significativa ou desaparecimento do tumor. Após um ano ou mais, 76% dos pacientes não tinham evidência de câncer. Nesse período, 12 pacientes precisaram passar por cirurgia e, ao analisar o tecido retirado no laboratório, quando se constatou que não havia restado nenhuma célula tumoral viva. Entre todos os pacientes que responderam bem ao tratamento, não houve recidiva durante o tempo de acompanhamento, que que superou os dois anos.

O medicamento foi aprovado pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA) em 19 de outubro deste ano. Não há previsão de sua aprovação no Brasil.
Sobre a Oncologia D'Or
A Oncologia D'Or opera uma rede com mais de 60 clínicas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. Seu corpo clínico é formado por mais de 500 especialistas em oncologia, radioterapia e hematologia, que, junto às equipes multiprofissionais, entregam um cuidado integral, personalizado e de excelência ao paciente.
Em estreita integração com grande parte dos mais de 76 hospitais da Rede D'Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.
Assessoria