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Caravana do Literatura Acessível deixa legado de inclusão para estudantes e educadores de Marechal Deodoro
Estudantes e educadores da rede municipal de Marechal Deodoro participaram nesta quinta-feira (17/09) de uma programação do Literatura Acessível, iniciativa do Instituto Incluir que promove a inclusão por meio da literatura. A programação reuniu contação de histórias, distribuição gratuita de livros e formação de educadores. A parceria com a Secretaria Municipal de Educação permitiu a participação de intérpretes de Libras nas atividades.
O Auditório Divaldo Suruagy recebeu em dois turnos a ação de contação de história e distribuição de exemplares da coletânea Literatura Acessível aos estudantes. À noite, educadores participaram de uma formação sobre o uso da literatura acessível como ferramenta pedagógica na Escola Municipal Cláudio Roberto da Costa.
Com histórias protagonizadas por personagens com deficiência ou que enfrentam algum tipo de discriminação, a coletânea de livros do Literatura Acessível está ao alcance de crianças com ou sem deficiência. Todas as edições contam com recursos de acessibilidade que permitem que diferentes públicos tenham acesso às mesmas histórias. As obras utilizam recursos de multilinguagem, que vão de pictogramas a Libras, Braille, audiolivro e audiodescrição.
Bia Mussi, atriz e contadora de histórias que interpreta a personagem Amora, e participantes do projeto em Marechal Deodoro (divulgação)
“Estamos muito felizes em levar a leitura a mais pessoas em Alagoas e de poder impactar não só os estudantes e educadores da rede municipal, mas também suas famílias. A caravana passa duas semanas pelo estado, e queremos deixar um legado por onde passamos. Em Marechal Deodoro, esse legado também passou pela Fábrica de Afetos, como chamamos nossa oficina de contação de histórias liderada pela personagem Amora, cujo nome vem de amor”, afirma a escritora e empreendedora social Carina Alves, fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir.Na formação com os professores, o foco foi mostrar como os livros podem ser instrumentos pedagógicos para trabalhar a inclusão em sala de aula. A proposta é que o conteúdo continue sendo utilizado pela rede municipal depois da passagem da equipe do projeto pelo município.
“Vimos no Literatura Acessível uma oportunidade de levar às nossas crianças a contação de histórias, os livros e também a formação dos professores. Trabalhar a literatura de forma acessível é um presente para todos nós. Eu nunca tinha visto um projeto desse nível”, afirma Ana Paula Araújo Lima, coordenadora de materiais didáticos da rede municipal de Marechal Deodoro, que tem mais de 12 mil alunos matriculados.
Segundo Ana Paula, a experiência também permitiu perceber, entre as crianças que participaram das contações, como os recursos de acessibilidade podem ampliar a participação de todos. “Elas se sentiram incluídas ao contar que o colega que não sabia ler ou o colega que não enxergava também teve acesso às histórias”, relata.
A formação dos educadores contou com a participação do poeta popular Manoel Cavalcante, autor de 15 livros de cordel e poesia popular e reconhecido em concursos literários no Brasil e no exterior. O escritor apresentou a literatura de cordel como uma possibilidade de trabalhar a inclusão a partir de referências próximas da realidade dos alunos.
“A gente não quer só deixar nossos livros aqui e ir embora. Queremos plantar uma semente para um mundo mais inclusivo e igualitário. E isso só é possível com o apoio das secretarias de Educação e das prefeituras, que conhecem a realidade das suas redes e são fundamentais para que esse trabalho tenha continuidade”, afirma Carina.
Criado em 2014, o Literatura Acessível já passou por diferentes regiões do país e recebeu reconhecimento internacional ao vencer o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO em parceria com o governo da China.
A coleção reúne títulos como A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala. As obras apresentam personagens e narrativas que valorizam a diversidade e abordam temas como inclusão, acessibilidade, educação e respeito às diferenças.
A passagem por Marechal Deodoro integra a caravana do Literatura Acessível por Alagoas, que percorre oito municípios ao longo de duas semanas, com expectativa de impactar mais de 4.000 pessoas entre estudantes e educadores.

A iniciativa é patrocinada pela TAG – Transportadora Associada de Gás e pela MAHLE Metal Leve S.A., por meio da Lei Rouanet.
Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos a todas as pessoas no Brasil. Criado pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível.
Fonte: Assessoria