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Estudos mostram bons resultados do uso de terapias-alvo para câncer pulmão inicial e avançado

14/09/2026
Estudos mostram bons resultados do uso de terapias-alvo para câncer pulmão inicial e avançado
Fotos: As terapias-alvo atingem as células cancerígenas, poupando os tecidos saudáveis e minimizando os efeitos colaterais indesejados.

Dois estudos apresentados hoje (14) no congresso da International Association for Study of Lung Cancer (IASLC) na Coreia do Sul revelaram o sucesso do uso de terapias-alvo para o tratamento de pulmão inicial e avançado. Um dos trabalhos lançou foco sobre o medicamento osimertinibe - um inibidor de tirosina quinase do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) de terceira geração - e outro sobre o anticorpo biespecífico amivantamabe.

Os resultados atualizados do estudo fase 3 ADAURA mostraram que quase 80% dos pacientes com câncer de pulmão em estágio inicial com mutação no EGFR tratados com o osimertinibe continuam vivos após oito anos. Já o ensaio clínico fase 3 PAPILLON apontou que amivantamabe combinado à quimioterapia aumentou a sobrevida global de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células avançado, com mutações de inserção no éxon 20 do EGFR, em comparação com aqueles tratados apenas com quimioterapia.

“As atualizações dos estudos ADAURA e PAPILLON reforçam o benefício de longo prazo de estratégias já incorporadas à prática clínica e destacam a importância de conhecer os diferentes subtipos de câncer de pulmão para oferecer um tratamento cada vez mais personalizado e efetivo”, pondera a oncologista clínica Clarissa Baldotto, da Oncologia D’Or.

Estudo ADAURA

Após oito anos de acompanhamento, os dados atualizados do estudo ADAURA mostraram que osimertinibe ofereceu um benefício sustentado e clinicamente significativo na sobrevida global, em comparação com o placebo, no tratamento adjuvante de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células em estágio inicial com mutação do EGFR, após ressecção completa do tumor com intenção curativa.

Os resultados demonstraram que o medicamento reduziu o risco de morte em comparação com o placebo em 47% na população primária. Na população geral do estudo, a redução deste risco em comparação ao placebo foi de 48%. Estima-se que 74% dos pacientes tratados com o medicamento estavam vivos após oito anos, em comparação com 58% dos tratados com placebo na população primária.

Estudo PAPILLON

O estudo PAPILLON reuniu 308 pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células avançado, com mutações de inserção no éxon 20 do EGFR. Essas inserções representam 12% dos casos deste tipo de câncer com mutação no EGFR. Do total de participantes, 153 receberam amivantamabe em combinação com quimioterapia e os demais, apenas quimioterapia.

Após um acompanhamento de 48,6 meses, a sobrevida global mediana foi de 34,3 meses com amivantamabe combinado com quimioterapia, ante 27,9 meses com quimioterapia isolada. O resultado representa uma melhora numérica de 6,4 meses na sobrevida global mediana. Os participantes do braço de quimioterapia puderam migrar para monoterapia com amivantamabe em segunda linha após progressão confirmada da doença.

Sobre a Oncologia D'Or

A Oncologia D'Or opera uma rede com mais de 60 clínicas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. Seu corpo clínico é formado por mais de 500 especialistas em oncologia, radioterapia e hematologia, que, junto às equipes multiprofissionais, entregam um cuidado integral, personalizado e de excelência ao paciente.

Em estreita integração com grande parte dos mais de 79 hospitais da Rede D'Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.

Fonte: Assessoria