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Pesquisa inédita revela o que os brasileiros mais valorizam no GLP

04/09/2026
Pesquisa inédita revela o que os brasileiros mais valorizam no GLP

A segurança é o principal fator considerado pelos brasileiros na hora de comprar um botijão de gás, à frente, inclusive, do preço. É o que mostra pesquisa inédita do Instituto Locomotiva para o Sindigás, que ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam gás de botijão ou encanado. Para 94% dos entrevistados, a segurança é muito importante na escolha do botijão. A garantia da quantidade correta de gás aparece em seguida, com 92%, enquanto a qualidade do gás é considerada muito importante por 91%.

A percepção sobre o GLP, porém, não se limita aos atributos do botijão ou ao uso dentro de casa. A pesquisa mostra que o produto também é reconhecido por seu papel na rotina das famílias, na atividade econômica e no funcionamento do país. Para 88% dos brasileiros, o gás de cozinha ajuda o Brasil a funcionar todos os dias, e 86% consideram o produto muito importante para o funcionamento da economia brasileira. Outros 90% concordam que o GLP está presente nas casas, no comércio, no campo, na indústria e nos serviços.

Esse papel mais amplo aparece também quando os entrevistados são questionados sobre os diferentes usos do GLP. Em média, os brasileiros afirmam conhecer oito aplicações do produto. A cadeia de produção de alimentos é o setor com maior reconhecimento: 96% conhecem pelo menos um uso do GLP nesse segmento. Na indústria, o percentual é de 92%; no agronegócio, 66%; e na saúde, 68%.

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os resultados mostram que o GLP ocupa um espaço mais amplo na percepção dos brasileiros. “O gás de cozinha está presente em diferentes dimensões da vida dos brasileiros. Ele é percebido como importante para a rotina das famílias, para a alimentação e também para atividades econômicas que vão muito além do ambiente doméstico. Essa percepção ajuda a entender por que atributos como segurança, qualidade e confiabilidade ganham tanto peso quando o consumidor pensa no produto.”

Segurança é prioridade na compra do botijão

A preocupação com segurança aparece também na forma como os brasileiros avaliam a qualidade e a procedência do produto que chega às suas casas. Para 92% dos entrevistados, é muito importante ter a garantia de que o botijão contém a quantidade correta de gás. Outros 91% consideram muito importante a qualidade do gás. A marca também tem peso: para 65%, é muito importante que ela garanta a qualidade do gás vendido.

Esse entendimento se estende à forma como o botijão é envasado: 93% dos brasileiros consideram que o produto deve ser enchido em instalações industriais autorizadas por empresas distribuidoras regulamentadas, incluindo equipes de brigada de incêndio e emergência treinadas para conter vazamentos, em vez de ser envasado em áreas urbanas ou comunidades por empresas sem essas estruturas.

A confiança na marca aparece ainda quando a questão é o acesso ao GLP: 89% preferem que políticas destinadas a famílias de baixa renda apoiem a compra de botijões comercializados por empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente, contra 11% que optam pela alternativa sem marcas reconhecidas.

Para o consumidor, portanto, segurança não está dissociada da origem e das condições em que o produto é colocado no mercado. A preferência por botijões de empresas identificadas e por estruturas adequadas de envase mostra que acesso e segurança são percebidos como dimensões que caminham juntas.

GLP está presente na rotina das famílias e na economia

Para os brasileiros, a importância do GLP começa dentro de casa, mas não termina na cozinha. 85% consideram o gás de cozinha uma necessidade básica das famílias, enquanto 90% associam o acesso ao produto a uma melhora na qualidade de vida. A importância aparece também na rotina: se faltasse gás por uma semana, 96% dizem que o preparo das refeições seria prejudicado, 94% apontam impacto no bem-estar da família e 90%, no funcionamento geral da casa.

Essa presença cotidiana se conecta a uma percepção mais ampla sobre o papel do GLP no país. Para 88% dos brasileiros, o produto ajuda o Brasil a funcionar todos os dias. Outros 90% reconhecem sua presença nas casas, no comércio, no campo, na indústria e nos serviços.

O impacto também é percebido na atividade econômica. 87% consideram que o GLP contribui para o crescimento econômico brasileiro, e o mesmo percentual afirma que muitos empregos dependem direta ou indiretamente do produto. Para 86%, pequenos negócios dependem do GLP para sobreviver, enquanto 88% dizem que muitos serviços essenciais seriam afetados sem o combustível.

A percepção chega à dimensão estratégica: 84% consideram o GLP estratégico para a segurança energética do Brasil.

Apoio a políticas de acesso atravessa faixas de renda

O papel do GLP também aparece na percepção dos brasileiros sobre alimentação e segurança. Para 90% dos entrevistados, o gás de cozinha ajuda milhões de pessoas a ter uma alimentação adequada, enquanto 88% consideram o produto parte da segurança alimentar do país.

Essa relação fica ainda mais evidente quando o acesso ao produto é associado às alternativas usadas por famílias que não conseguem comprar um botijão. Para 85% dos brasileiros, essas famílias podem acabar recorrendo a fontes menos seguras. Outros 86% consideram que nenhuma família deveria precisar cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por falta de acesso ao GLP.

É nesse contexto que aparece o apoio a políticas públicas. 93% dos brasileiros são favoráveis a uma política para ajudar famílias de baixa renda a comprar botijões de gás. O apoio chega a 91% entre as classes A e B e a 95% entre C, D e E.

A preferência, porém, não é apenas pelo acesso ao produto. 89% defendem que políticas destinadas a famílias de baixa renda apoiem a compra de botijões enchidos e comercializados por empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente, em vez de produtos sem essas marcas.

Para Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, o apoio ao acesso ao GLP vem acompanhado de uma expectativa clara sobre a segurança e a confiabilidade do produto. “É importante olhar para esses resultados em conjunto. O brasileiro quer ter acesso ao gás, mas também valoriza a segurança, a qualidade, a quantidade correta e a procedência do que compra. Quando 89% defendem que políticas de acesso priorizem botijões de empresas com marcas reconhecidas e gravadas no recipiente, fica claro que ampliar o acesso e preservar a segurança precisam andar juntos.”

Sobre a pesquisa

Realizada pelo Instituto Locomotiva para o Sindigás, a pesquisa ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam gás de cozinha, de botijão ou encanado. O campo foi realizado entre 23 e 27 de julho de 2026, por meio de entrevistas digitais com autopreenchimento em todas as regiões do país.

A amostra foi controlada por gênero, faixa etária, renda familiar e região, utilizando como parâmetro a PNADC-IBGE. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Assessoria