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Com apoio da ZEISS e Ministério da Saúde, Expedicionários da Saúde concluem 58ª Expedição na Amazônia: “Devolver a visão é devolver autonomia”

03/09/2026
Com apoio da ZEISS e Ministério da Saúde, Expedicionários da Saúde concluem 58ª Expedição na Amazônia: “Devolver a visão é devolver autonomia”
Fotos: Gabriela Di Bella/ EDS/Divulgação

A 58ª Expedição, realizada pelos Expedicionários da Saúde (EDS) em parceria com a ZEISS — multinacional alemã líder em tecnologia para saúde e óptica — e o Ministério da Saúde (MS), foi concluída no período de 24 de julho a 1º de agosto na floresta amazônica. A equipe e os voluntários atuaram na região da Terra Indígena (TI) Andirá-Marau (fronteira entre AM e PA), levando atendimento médico de alta precisão aos povos Sateré-Mawé e Hixkaryanas.

A ação contou com o apoio essencial da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), do Distrito Sanitário Especial Indígena de Parintins (DSEI-PIN), de apoiadores locais, doadores e da própria comunidade da TI Andirá-Marau.

ZEISS e tecnologia cirúrgica de Ponta na Floresta

A ZEISS desempenhou um papel importante na viabilização dos atendimentos oftalmológicos, garantindo equipamentos de ponta idênticos ou superiores aos utilizados em grandes centros urbanos. A tecnologia cirúrgica e de diagnóstico fornecida pela empresa permitiu que médicos voluntários operassem com máxima precisão cirúrgica e segurança no meio da floresta tropical.

A expedição registrou expressivos resultados na área da visão:

- 131 cirurgias oftalmológicas realizadas com sucesso (focadas em catarata e pterígio);

- 413 consultas oftalmológicas especializadas para triagem, acompanhamento e prescrição;

- Acesso a exames e procedimentos oftálmicos avançados em uma estrutura hospitalar móvel.

“Nossa missão é assegurar a melhor precisão visual em reprodutibilidade de resultados aos pacientes atendidos. Acreditamos que a inovação só alcança seu verdadeiro propósito quando transforma vidas. Ao apoiar esta expedição, contribuímos para ampliar o acesso à saúde ocular em comunidades indígenas, levando tecnologia, cuidado e esperança a quem mais precisa. Devolver a visão é também devolver autonomia, dignidade e novas perspectivas para o futuro”, destaca Raquel Alvarez, responsável pelo ESG da ZEISS no Brasil.

Balanço geral dos atendimentos

No total, o Complexo Hospitalar Móvel realizou cerca de 12 mil procedimentos, somando cirurgias gerais, exames laboratoriais e tratamentos odontológicos e clínicos para adultos e crianças da região.

“Por trás destes números sabemos que existem pessoas, e o que mais importa para a EDS é o impacto social que geramos na vida delas e na terra indígena. Cuidar dos guardiões da floresta é fundamental para preservar a diversidade ambiental, cultural e as verdadeiras riquezas que existem na Amazônia”, comenta o Dr. Ricardo Affonso Ferreira, presidente e fundador da EDS.

Histórias de transformação e saúde comunitária

Os atendimentos realizados na expedição transformaram a trajetória de diversos pacientes. Um dos casos marcantes foi o de Zaqueu Michiles (25 anos), jovem indígena que recuperou a visão após passar por uma cirurgia de catarata traumática decorrente de um choque elétrico. Outro momento significativo foi o atendimento a uma criança de 9 anos, de cujo olho a equipe médica removeu um pedaço de fio dental retido há quatro anos.

Além disso, a área de saúde da mulher contou com a importante presença da parteira local Dona Miriam (Miriam de Alencar Pereira), de 40 anos de atuação na Ilha Michiles, que auxiliou no acolhimento intercultural durante as consultas ginecológicas e rodas de conversa sobre autocuidado feminino.

Logística complexa e legado

Para viabilizar toda a operação e o suporte tecnológico fornecido por parceiros como a ZEISS, foram transportadas 20 toneladas de equipamentos por terra, água e ar no final do primeiro semestre. A ação envolveu cerca de 90 profissionais voluntários e o trabalho comunitário dos habitantes da Ilha Michiles, que construíram benfeitorias físicas que permanecerão como legado definitivo para a população indígena local.

Ao longo de 23 anos, a EDS soma 58 expedições, mais de 11 mil cirurgias, 80 mil atendimentos e 170 mil exames, mantendo sua posição como referência global de saúde voluntária em áreas isoladas.

Acompanhe o trabalho: eds.org.br | Instagram: @edsbrasil_

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