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Vacina contra HPV também protege homens e pode reduzir risco de câncer, aponta estudo

02/09/2026
Vacina contra HPV também protege homens e pode reduzir risco de câncer, aponta estudo
Fotos: Médica Thayse Ferro | Divulgação

A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) não deve ser vista como uma medida de prevenção exclusiva para as mulheres. A imunização também oferece proteção aos homens contra doenças provocadas pelo vírus e pode contribuir para a redução do risco de alguns tipos de câncer.

Um estudo que acompanhou mais de 615 mil homens vacinados encontrou uma redução de aproximadamente 46% no risco de cânceres relacionados ao HPV entre os imunizados. O vírus está associado a tumores que podem surgir em diferentes regiões do corpo, incluindo pênis, ânus e orofaringe, na região da garganta.

A descoberta reforça a importância de ampliar a conscientização sobre a vacinação masculina. Embora o HPV seja frequentemente relacionado ao câncer do colo do útero, causado pela infecção em mulheres, os homens também podem ser infectados, desenvolver complicações e transmitir o vírus.

Vacinação é estratégia de prevenção

O HPV é um vírus muito comum e sua transmissão ocorre principalmente por meio do contato sexual. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, o que facilita a circulação do vírus.

A vacina atua como uma das principais estratégias para evitar a infecção pelos tipos de HPV associados a diversas doenças. Por isso, especialistas defendem que a imunização seja realizada preferencialmente antes do início da vida sexual, quando a pessoa ainda não teve contato com o vírus.

No Brasil, a vacina contra o HPV faz parte do Programa Nacional de Imunizações e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacinação de rotina contempla meninos e meninas de 9 a 14 anos, em dose única. Também existem indicações específicas para outros públicos e faixas etárias, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Prevenção deve envolver toda a família

Para a ginecologista Thayse Ferro, falar sobre a vacinação contra o HPV também entre os homens é uma forma de fortalecer a prevenção.

“O HPV não é uma questão exclusivamente feminina. Homens também podem contrair o vírus, desenvolver doenças relacionadas à infecção e participar da cadeia de transmissão. A vacinação é uma importante ferramenta de proteção e deve ser estimulada desde a adolescência”, explica a médica.

A especialista destaca que a vacinação não elimina a necessidade de outros cuidados com a saúde. O acompanhamento médico, a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis e a realização dos exames indicados para cada pessoa continuam sendo fundamentais.

HPV pode estar relacionado a diferentes tipos de câncer

Além do câncer do colo do útero, o HPV está associado a outros tumores, como os de ânus, pênis e orofaringe. A infecção persistente por determinados tipos do vírus pode provocar alterações celulares que, ao longo dos anos, podem evoluir para lesões mais graves.
Por isso, ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes é considerada uma medida importante de saúde pública.

A recomendação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada e procurem uma unidade de saúde para verificar se a criança ou o adolescente está dentro do público indicado para receber a vacina. Prevenção começa com informação. E, no caso do HPV, proteger meninos e meninas significa também reduzir, no futuro, a ocorrência de doenças e cânceres relacionados ao vírus.

Assessoria