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Nordeste reúne maior dificuldade de acesso ao crédito e alta aprovação de alternativas de financiamento para smartphones, revela Datafolha

01/09/2026
Nordeste reúne maior dificuldade de acesso ao crédito e alta aprovação de alternativas de financiamento para smartphones, revela Datafolha

Em uma região onde o acesso ao crédito tradicional continua sendo um dos principais desafios para consumidores, alternativas de financiamento vêm ganhando espaço e reconhecimento. Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com usuários do financiamento de smartphones com garantia digital revela que 79% dos consumidores do Nordeste já tentaram obter crédito para realizar compras e não conseguiram aprovação.

Ao mesmo tempo, 88% avaliam positivamente essa modalidade de financiamento e 73% acreditam que ela ajuda pessoas que enfrentam dificuldades para acessar o crédito convencional, indicando que os próprios consumidores enxergam nesse modelo uma alternativa capaz de ampliar o acesso a bens considerados essenciais no dia a dia.

Os resultados também mostram que o smartphone ultrapassou a função de comunicação e passou a ocupar um papel estratégico na rotina dos nordestinos. Segundo a pesquisa, 68% utilizam o aparelho como ferramenta de trabalho ou geração de renda, enquanto 76% consideram o celular muito importante para sua vida cotidiana, refletindo sua relevância para atividades profissionais, serviços financeiros, comunicação, educação e acesso a serviços públicos digitais.

Para a Associação Brasileira de Liberdade Econômica (ABLE), os dados mostram que a discussão sobre modelos alternativos de crédito deve considerar a realidade de consumidores que enfrentam maiores dificuldades para acessar financiamento pelas modalidades tradicionais.

"Os resultados mostram que uma parcela significativa da população continua encontrando barreiras para acessar o crédito convencional. Ao mesmo tempo, esses consumidores reconhecem o valor de alternativas que permitem adquirir um equipamento que hoje é indispensável para trabalhar, estudar, empreender e acessar serviços essenciais. Esse é um aspecto que precisa ser considerado em qualquer debate sobre a evolução da regulação do setor", afirma Luciano Timm, presidente da ABLE.

Debate regulatório deve considerar a experiência dos consumidores

Para a entidade, justamente por desempenhar um papel estratégico na vida de milhões de brasileiros, a discussão sobre o financiamento de smartphones precisa buscar equilíbrio entre proteção ao consumidor, segurança jurídica e preservação das alternativas de crédito. A ABLE destaca que modelos que utilizam garantias tecnológicas contribuem para reduzir o risco das operações e ampliar a oferta de financiamento para consumidores que frequentemente ficam fora das linhas convencionais.

"O desafio não é escolher entre proteção ao consumidor e inclusão financeira, mas construir uma regulação capaz de conciliar esses dois objetivos. É possível fortalecer a transparência e a segurança das operações sem eliminar alternativas de crédito que hoje permitem aos brasileiros adquirir um equipamento fundamental para sua inclusão econômica e digital", afirma Luciano Timm.

Para a associação, os resultados da pesquisa demonstram que ampliar o acesso ao crédito também significa ampliar oportunidades de trabalho, empreendedorismo e geração de renda. Em um cenário em que o smartphone se tornou uma ferramenta indispensável para a vida econômica e digital, discutir modelos de financiamento passa, necessariamente, por discutir inclusão financeira e desenvolvimento social.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha com consumidores maiores de 18 anos das regiões pesquisadas que adquiriram smartphones por meio do modelo de financiamento com garantia digital nos últimos dois anos. A pesquisa possui margem de erro de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Sobre a Associação Brasileira de Liberdade Econômica (ABLE)

A Associação Brasileira de Liberdade Econômica (ABLE) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de pesquisas e ao desenvolvimento de iniciativas voltadas à promoção da liberdade econômica no Brasil. A entidade também atua na formulação e no debate de políticas públicas, reunindo especialistas de diferentes áreas do conhecimento.

Fonte: Assessoria