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Programa Cidadania e Justiça promove visita ao CCM para estudantes com deficiência visual
“Eu acho que eram coisas que eu ia ouvir falar, mas nunca ia poder sentir, tocar”. A experiência de poder conhecer a história do Judiciário alagoano por meio do tato marcou o estudante Davi Lucca Silva, de Santana do Ipanema, durante a visita ao Centro de Cultura e Memória (CCM) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), na manhã desta quinta-feira (13).
Davi é aluno da Escola Estadual Cyro Accioly, que atende estudantes cegos e com baixa visão, e participou da atividade promovida pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), por meio do programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
Para o estudante, a acessibilidade presente no espaço tornou a experiência ainda mais significativa.
“Eu achei bem interessante. Tem acessibilidade, teve coisas para tocar, tem braille contando a história e foi uma experiência muito interessante”, contou.
A visita possibilitou que os alunos conhecessem todos os espaços do Centro de Cultura e Memória e tivessem contato com elementos da história do Tribunal de Justiça de uma maneira acessível e participativa. A estudante Maria Vitória Cassiano, de Viçosa, destacou especialmente a Sala da Curiosidade como um dos espaços de que mais gostou.
Estudantes da Escola Cyro Accioly conheceram espaços e objetos do Centro de Cultura e Memória do TJAL. Foto: Maria Clara França - Ascom/Esmal
Momentos de aprendizadoPara a diretora do Centro de Cultura e Memória, Irina Costa, receber os estudantes representa não apenas uma oportunidade de apresentar o espaço, mas também de aprender com eles sobre novas formas de tornar o museu acessível.
“Para nós também é um desafio, porque nós aprendemos muito com eles. Trabalhamos a audiodescrição, descrevemos os objetos para que eles possam interagir. Nosso museu está preparado para recebê-los, a gente tem acessibilidade, braille e estamos trabalhando com audiodescrição”, explicou.
Segundo Irina, a iniciativa representa mais um passo do TJAL na construção de um espaço que possa ser acessado por diferentes públicos.
“É um passo a mais que o TJAL também dá, para que ele seja realmente acessível a todo tipo de visitante”, afirmou.
A atividade ocorre em um período dedicado à reflexão sobre a inclusão das pessoas com deficiência. Para a diretora, a presença dos estudantes no Centro de Cultura e Memória contribui para que as práticas de acessibilidade sejam constantemente aperfeiçoadas.
Alunos interagiram com o acervo do Centro de Cultura e Memória durante a atividade. Foto: Maria Clara França - Ascom/Esmal
Inclusão sem barreirasA integrante do programa Cidadania e Justiça na Escola, Conceição Marques, destacou que a visita faz parte do compromisso do programa com a inclusão e com a garantia de que os estudantes possam ocupar os espaços de cultura e conhecimento como qualquer cidadão.
“O PCJE entende que essa visita é muito importante pela inclusão que estamos trabalhando. É uma barreira, que muitas vezes é colocada para esses estudantes, e a gente quer quebrar essas barreiras e promover realmente a inclusão”, afirmou.
Para Conceição, a possibilidade de conhecer espaços como o Centro de Cultura e Memória e sua biblioteca demonstra que a acessibilidade deve permitir uma participação efetiva dos estudantes.
“Eles interagem bem e conseguem fazer uma visita como qualquer outro cidadão. Para a gente, é essencial esse momento com eles”, ressaltou.
A atividade integra as ações do Cidadania e Justiça na Escola, programa desenvolvido pela Esmal para aproximar estudantes do Poder Judiciário e estimular o conhecimento sobre direitos, cidadania e o funcionamento da Justiça. A iniciativa também busca levar a diferentes públicos a compreensão de que os espaços do Judiciário devem estar cada vez mais próximos e acessíveis à sociedade.
Ascom/Esmal