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Estudantes da rede pública passam tarde em oficina de poesia promovida pelo PCJE
Os estudantes da Escola Estadual Édson Bernardes tiveram uma tarde recheada de arte nesta segunda-feira (13). Ao todo, 32 alunos da 1ª série do ensino médio foram até a Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos e participaram de uma oficina de poesia, promovida pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal).
Atual presidente do Instituto Lumeeiro e idealizador e apresentador do sarau Papel no Varal, Ricardo Cabus ministrou o laboratório. Durante a oficina, ele ensinou pontos importantes que compõem a poesia, comentando ainda sobre as possíveis maneiras de fazê-la e dando dicas de exercícios para os alunos desenvolverem a prática da escrita.
Logo depois, Ricardo começou a parte prática, em que diversos estudantes leram e recitaram poesias de escritores renomados como Vinicius de Moraes e Cecília Meireles. Na visão do poeta, momentos como esse revelam o valor e diferencial da literatura no cotidiano dos estudantes.
“Para as pessoas entenderem, gostarem, perceberem como a poesia pode ser trazida para o seu local de trabalho, local de estudo, seu local de moradia”, ressaltou.
Além de ensinar e instruir os adolescentes, o poeta também demonstrou na prática como declama suas poesias, levando momentos encantadores para os estudantes, que, ao final da atividade, buscaram o professor para tirar fotos e conversar um pouco mais sobre poesia.
Alunos da Escola Estadual Édson Bernardes participaram de oficina de poesia com o escritor Ricardo Cabus, em ação do PCJE. Foto: Artur Henrique.
Poesia na prática
Anthony Gabriel, de 16 anos, declamou poesias e participou da oficina. Apesar da experiência no teatro, o estudante admitiu um frio na barriga ao recitar poesia para um profissional e professor renomado na área. No fim, o adolescente considerou a oportunidade enriquecedora.
“Foi incrível aprender tanto com um profissional como ele. É até difícil explicar e ter palavras suficientes para explicar como foi. Desejo aprender muito mais com ele e até visitar o espaço que eu não conhecia antes”, relatou o jovem.
Com uma forte veia artística, o professor que acompanhou a turma, Antônio Lima, destacou que a ação é essencial para manter a arte e a literatura viva entre os jovens. “Na escola a gente vê poesia como uma questão para ser feita, e a gente não aproveita. Aqui, é uma chance que eles têm para poder aprender a aproveitar a poesia”, disse o docente de língua inglesa.
Estímulo à literatura
Integrante do PCJE, Luzia Rodrigues acompanhou a ação e até participou ativamente em alguns momentos durante a oficina. Para ela, o laboratório auxilia os alunos a desenvolverem o pensamento e a imaginação.
“Essa atividade transforma palavras em emoções. Ela estimula o domínio da escrita e ensina a usar belas comparações”, falou a pedagoga.
Ascom/Esmal