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Natura adere à coalizão do Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro
Ao implementar as diretrizes lançadas pelo MOVER, a companhia dá continuidade ao compromisso de erradicar práticas discriminatórias e promover a equidade étnico-racial em toda a jornada de relacionamento com o cliente
No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 3 de julho, a Natura anuncia a adesão à coalizão do Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro. A data faz referência à Lei Afonso Arinos, de 1951, primeira legislação brasileira a reconhecer como crime as práticas de discriminação por raça e cor. A iniciativa é liderada pelo MOVER (Movimento pela Equidade Racial) e reúne empresas do varejo brasileiro comprometidas a adotar oficialmente as diretrizes do Código. Com a entrada da Natura, uma das maiores empresas de beleza e cuidados pessoais da América Latina, a coalizão amplia sua atuação contra a discriminação.
“Combater o racismo no varejo exige protocolo, treinamento e responsabilização contínua. Em janeiro de 2025, lançamos o protocolo antidiscriminatório no Varejo que abrange diferentes formas de preconceito, como racismo, LGBTfobia, machismo, capacitismo, gordofobia, xenofobia, etarismo ou qualquer outro tipo de discriminação. Aderir a este Código é dar mais um passo no avanço do nosso compromisso para garantir que o consumidor negro seja recebido, em cada uma de nossas lojas, com o respeito e a dignidade que merece. Equidade racial é parte do nosso compromisso histórico e seguimos firmes em transformá-lo em prática cotidiana”, afirma Aline Lima, Head de Diversidade, Equidade e Inclusão da Natura.
O Código nasceu a partir de uma pesquisa sobre racismo no varejo de beleza de luxo, que identificou 21 práticas racistas na jornada de compra do consumidor negro e revelou que 91% dos consumidores negros de classe A/B já enfrentaram alguma situação de discriminação racial em estabelecimentos desse segmento. Recentemente, o documento foi ampliado, em conjunto com o MOVER, para atender à realidade do varejo de grande escala e de setores além da beleza, consolidando-se como referência de autorregulação antirracista no País.
Entre as diretrizes previstas pelo protocolo estão a capacitação antirracista anual de equipes, a garantia de atendimento com respeito, a vedação a qualquer barreira física ou simbólica à livre circulação de consumidores negros, regras rígidas para abordagens e revistas, e a adoção de medidas inclusivas de contratação nas unidades com atendimento ao consumidor.
Para o MOVER, a chegada de cada nova empresa à coalizão reforça o potencial de mobilização do setor privado na construção de um varejo brasileiro mais equitativo. A expectativa é que companhias de diferentes segmentos continuem se somando ao movimento, ampliando o alcance do Código como novo padrão de relacionamento entre marcas e consumidores negros no Brasil.
A Natura já participa de outras iniciativas do MOVER, o que reforça a continuidade desta parceria. “A adesão da Natura ao Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro nos deixa muito felizes e reforça algo que acreditamos profundamente: transformar a experiência de consumo exige compromisso coletivo. O Código nasce como um convite à ação para revisar práticas, ampliar repertórios e construir ambientes em que pessoas negras sejam recebidas com respeito, pertencimento e dignidade. Cada nova adesão amplia o potencial de mudança e mostra que equidade racial não é uma agenda paralela aos negócios, mas parte do que define empresas mais relevantes, inovadoras e preparadas para o futuro”, afirma Natália Paiva, diretora-executiva do MOVER.
Confira neste link (https://somosmover.org/
Compromisso antirracista
A adesão também dá continuidade a compromissos que a Natura já vinha consolidando internamente. Desde 2022, a companhia firma, publicamente, seu compromisso antirracista por meio de um manifesto divulgado em seus canais digitais. Já em 2023, passou a garantir a equidade salarial entre gênero e raça no Brasil. Em janeiro de 2025, a Natura lançou o protocolo antidiscriminatório no Varejo. No mesmo ano, o Eleva Carreiras, principal programa de aceleração de carreira para pessoas colaboradoras negras da Natura, ganhou uma nova edição, alcançando o dobro do número de pessoas negras em posições gerenciais, registrando 0% de saída voluntária entre gestores negros e 31% das promoções a cargos de gerência no período serem de pessoas negras. Atualmente, este recorte representa 40% do quadro geral de colaboradores da Natura, que mantém a meta de alcançar 30% de representatividade negra em cargos de gerência até 2030. No varejo, 60% do quadro é de pessoas negras.
O movimento também é coerente com ações que já alcançam o relacionamento da Natura com o consumidor negro e com a rede de mais de 3 milhões de Consultoras de Beleza da América Latina. É o caso da linha Natura Tododia Jambo Rosa e Flor de Caju, a primeira linha de autocuidado completa do mercado dedicada a peles pretas e pardas. O desenvolvimento nasceu do Projeto Dandara (pesquisa psicossocial realizada com mais de duas mil mulheres pretas e pardas) e foi formulado com testes em mais de 120 variações de tons de pele. Esse cuidado com a pluralidade também se reflete em um portfólio robusto e integrado entre as marcas: por Natura, destacam-se os cuidados infantis de Mamãe e Bebê Cachinhos e Crespinhos, a linha Tododia Cachos e Crespos e a alta performance de Lumina para Cabelos Cacheados e Crespos. Pelo lado da Avon, o compromisso traz um histórico de pioneirismo no território racial; a marca estuda e mapeia tons de pele desde 2013 e lançou o Blackpaper, iniciativa que transformou o mercado de maquiagem ao ofertar bases para todas os tons de pele, além de inovações recentes como a linha Avon Care 6x1 Radiância e Luminosidade.
Fonte: Telhado Comunicação