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Copa do Mundo: especialista explica quais as lesões mais comuns em jogadores de futebol

30/06/2026
Copa do Mundo: especialista explica quais as lesões mais comuns em jogadores de futebol

Jogadores amadores também precisam ter cuidado, pois o corpo responde aos esforços físicos da mesma forma

Com a Copa do Mundo acontecendo, destaca-se a preocupação com lesões no esporte. O futebol é marcado pelo intenso contato físico entre os praticantes e por uma alta exigência do corpo, o que pode resultar em lesões, variando de leves a graves. De acordo com Thauan Ferro, fisioterapeuta e professor do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió, as lesões mais frequentes incluem entorses de tornozelo, lesões musculares de coxa (posteriores e adutores) e de joelho.

“Entre elas, a ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) merece atenção especial por exigir um longo período de recuperação e afastamento das atividades esportivas. Além do impacto físico, pode comprometer o desempenho do atleta a longo prazo”, destaca.

O risco de lesão é multifatorial. Entre os fatores internos, destacam-se o excesso de treinamento, fadiga muscular, privação do sono, má alimentação e déficits de condicionamento físico. Já os fatores externos incluem a qualidade do gramado, condições climáticas, uso inadequado de equipamentos e contatos físicos durante a partida. A combinação desses fatores pode aumentar significativamente a vulnerabilidade do atleta.

“O corpo geralmente dá sinais antes de uma lesão se tornar mais grave. Dor persistente, desconforto durante movimentos específicos, sensação de instabilidade, inchaço ou redução do desempenho são alguns dos principais alertas. Ao perceber qualquer um desses sintomas, o ideal é procurar avaliação profissional o mais cedo possível para evitar agravamentos”, explica o profissional.

Algumas lesões costumam exigir mais tempo de recuperação, como as que envolvem cirurgia. No futebol, a ruptura do LCA é uma das mais conhecidas, podendo exigir de 6 a 9 meses, ou até mais, para um retorno seguro ao esporte. “O aquecimento é uma etapa fundamental para preparar o organismo para o esforço. Ele aumenta a temperatura muscular, melhora a circulação sanguínea e favorece a coordenação motora, reduzindo o risco. Já os alongamentos devem ser utilizados de forma estratégica, respeitando o momento da atividade e as necessidades individuais”, acrescenta.

A escolha adequada da chuteira também é um fator importante. Um calçado apropriado contribui para melhor estabilidade, distribuição das cargas e aderência ao solo, reduzindo as chances de entorses e outras lesões.

Jogadores amadores também precisam ter cuidado. Embora o objetivo seja diferente, o corpo responde aos esforços físicos da mesma forma. Muitos atletas amadores conciliam esporte, trabalho e rotina familiar, aumentando o risco de lesões por falta de recuperação adequada. “Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, respeitar os limites do corpo e realizar acompanhamento profissional quando necessário são cuidados fundamentais para qualquer praticante”, enfatiza o professor.

A fisioterapia esportiva pode contribuir para melhorar o desempenho e a qualidade de vida dos jogadores, indo muito além da reabilitação de lesões. “O profissional atua na prevenção, identificando fatores de perigo e déficits funcionais que podem comprometer o desempenho. Além disso, trabalha em conjunto com a equipe interdisciplinar para otimizar a capacidade física, promover movimentos mais eficientes e contribuir para uma prática esportiva mais segura e duradoura”, finaliza Thauan Ferro, professor de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió.

Ascom Uninassau Maceió