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Alagoas fecha 1º semestre com 5.598 casos de violações contra a pessoa idosa em 2026
Ao longo deste mês foi realizada a campanha “Junho Violeta” que visa conscientizar a população sobre a importância do combate à violência contra as pessoas idosas.
De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a população idosa em Alagoas aumentou de 380 mil para mais de 400 mil pessoas nos últimos 10 anos, refletindo um aumento significativo na faixa etária de idosos. O último dado do IBGE mostra que, no Estado, há 259.583 pessoas acima de 65 anos, representando 8,3% da população total.
Acerca desse contexto, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) alerta para os diferentes tipos de violações que pode acontecer com pessoas dessa faixa etária, haja vista a maior vulnerabilidade desse público.
Segundo a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera Ma. Keler Mendes, as violências mais frequentes com idosos são: violência física; abuso psicológico; negligência, abandono e violência institucional (que trata de qualquer tipo de violação exercida dentro do ambiente institucional público ou privado. Instituições também podem cometer negligência por meio de uma ação desatenciosa ou omissa por parte dos funcionários ou por não cumprir alguma ação que deveria ter sido realizada); abuso financeiro; violência patrimonial; violência sexual; e discriminação.
O Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania mostra que o estado de alagoas fechou este primeiro semestre de 2026 com 5.598 casos de violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a pessoa idosa. Desse total, apenas 590 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). No comparativo com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi 23,22%, haja vista que o número de casos nos seis primeiros meses de 2025 foi de 4.543. Em Maceió, o primeiro semestre deste ano resultou em 2.451 casos, em 2025, foram 1.868 casos.
Mais números:- Arapiraca: 481 casos em 2026 e 712 em 2025;- Rio Largo: 99 em 2026 e 120 em 2025;
Para Keler, é essencial a realização da denúncia, pois esta ação leva a intervenção imediata das autoridades para proteger a vítima e garantir a sua segurança. Além disso, a especialista e advoga explica que, o ato de denunciar esses crimes, contribui na responsabilização dos agressores, promove justiça para as vítimas e ajuda a prevenir futuras ocorrências.
“É uma forma de afastar o agressor da vítima e puni-lo e fomentar ações efetivas contra esse problema. Além disso, a pessoa idosa recebe acesso a recursos e apoio, incluindo assistência jurídica, abrigo, aconselhamento e serviços de saúde mental, que podem ajudá-la a se recuperar desses traumas”, indica a docente da Faculdade Anhanguera.
Por fim, a Ma. Keler Mendes dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:
“Denúncias de violências podem ser feitas pelo Disque 100. O canal de atendimento coordenado pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH/MDHC) é gratuito, sigiloso e está disponível 24 horas por dia. Além de ligação gratuita, os serviços podem ser acessados por meio do site da Ouvidoria, aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61) 99611-0100. O canal também possui atendimento em Libras”, completa.
Para mais informações, acesse: MDHC - Violências contra a pessoa idosa.
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