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Abeaço promove o TALKs Descarbonização em São Paulo e reúne especialistas do setor
A Abeaço promoveu no último dia 17 de junho, em São Paulo, na Fiesp, o TALKs Descarbonização, encontro que reuniu especialistas e lideranças para discutir caminhos práticos rumo a uma indústria mais sustentável e competitiva. O evento teve como foco a busca por soluções inovadoras e reflexões sobre como empresas e instituições podem reduzir emissões e se preparar para os desafios da transição energética.
A programação contou com palestras de Claudia Veiga Jardim, executiva sênior de Sustentabilidade e ESG; Maria Rita Demitró, engenheira ambiental; Paula Bernardes, cientista política especializada em relações institucionais e regulatórias; e Vinicius Saraceni, empreendedor social e idealizador do Movimento Circular. A mediação foi feita por Elen Nunes, jornalista especializada no mercado de embalagens e fundadora do Conecta Verde.
Thais Fagury, presidente-executiva da Abeaço, fez a abertura e o encerramento do evento. Na introdução, apresentou o TALKs como um espaço estratégico para a troca de conhecimento e uma plataforma de conteúdo criada em 2025, voltada à cadeia de valor e à conexão entre indústria, governo e sociedade.
Na primeira palestra, Claudia Veiga Jardim destacou a urgência em transformar soluções de descarbonização em práticas efetivas, lembrando impactos das mudanças climáticas como chuvas intensas, apagões e ventanias. Apontou o desmatamento como principal fonte de emissões, responsável por 98%, seguido pela digestão de animais ruminantes (64%) e ressaltou avanços do Brasil em agricultura de baixo carbono, energia renovável, biocombustíveis e iniciativas empresariais.
Em seguida, Maria Rita Demitró abordou a indústria de baixo carbono, destacando tendências globais, regulação e competitividade. Explicou que o carbono se tornou uma variável econômica e que a transição energética depende do aço e que a siderurgia é a maior emissora industrial, concentra cerca de 55% da produção mundial na China e enfrenta pressão crescente por descarbonização.
Na sequência, Paula Bernardes discutiu a descarbonização real, diferenciando discurso de prática. Ressaltou que a mudança é processual e depende de pressão regulatória. Também falou sobre a necessidade de mecanismos que tornem o não cumprimento mais oneroso e lembrou que entre 2015 e 2024 o consumo energético mundial cresceu 13%,.
Encerrando a rodada de palestras, Vinicius Saraceni falou sobre o carbono incorporado às embalagens, presente em todos os produtos, embora muitas vezes invisível ao consumidor e destacou que menos de 8% da pegada de carbono das embalagens vem do transporte, sendo a maior parte concentrada na produção do material.
Após as apresentações, o público trouxe perguntas e entre os destaques, discutiu-se a vulnerabilidade da siderurgia, responsável por cerca de 8% das emissões globais. Os especialistas reforçaram que os créditos de carbono são relevantes, mas apenas complementares, devendo estar associados a práticas concretas das empresas.
Sobre a Abeaço
Fundada em maio de 2003, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) foi criada com o objetivo de fortalecer a imagem da embalagem de aço, além de dar suporte técnico e mercadológico aos seus fabricantes. Sem fins lucrativos, a entidade investe e apoia iniciativas de gestão ambiental e economia circular, sobretudo quando associadas a finalidade social, e aproxima os interesses de toda a cadeia produtiva. A instituição soma esforços para fomentar pesquisas, desenvolver campanhas de esclarecimento, participar de eventos e divulgar as características das latas de aço. Hoje, a Associação reúne empresas do setor interagindo intensamente com entidades empresariais, fabricantes de embalagens, organizações ambientalistas e o governo.
Saiba mais sobre a Abeaço acessando o site www.abeaco.org.br.
Fonte: Assessoria