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No ritmo junino, Bibliotur explica origens da cultura nordestina a estudantes da rede pública

17/06/2026
No ritmo junino, Bibliotur explica origens da cultura nordestina a estudantes da rede pública
Fotos: Estudantes da rede pública conheceram a Biblioteca Graciliano Ramos e aprenderam sobre a cultura da festa junina. | Artur Henrique

Os estudantes da Escola Municipal Antídio Vieira tiveram uma tarde especial nessa terça-feira (16), na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos. Em alusão ao mês de São João, o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) promoveu a ação 'Bibliotour: Anarriê - Direitos e Deveres do Cidadão' para os alunos da rede pública.

Com o objetivo de transmitir e resgatar a cultura nordestina, o encontro foi permeado de danças e momentos típicos da festa junina. A supervisora da Biblioteca, Mira Dantas, planejou a visita pensando nas festividades do mês.

“São quatro estações de vivências sobre os festejos juninos: quadrilha junina, histórias em volta da fogueira, jogos e, por fim, a literatura de cordel", explicou.

Anarriê, alavantú e balancê

Os comandos clássicos das quadrilhas juninas, narrados pelo marcador durante a dança, foram o tema central de uma das atividades. Em meio aos passos coreografados, os estudantes descobriram a origem histórica de termos como anarriê, alavantú e balancê.

O estudante Adryan Samuel da Silva Ribeiro, de 12 anos, considerou a ocasião proveitosa para expandir seus conhecimentos. “Nessa dinâmica aprendemos que os termos vieram da França, mas que fazem parte da nossa cultura. É muito legal sabermos o porquê dos nossos costumes”, afirmou.




Momento da roda, formada tradicionalmente nas quadrilhas juninas. Foto: Artur Henrique

Contato inédito

Para Adryan, a visita teve um significado ainda maior por ser o seu primeiro contato com o espaço. O estudante ficou encantado com a estrutura e o acervo do local.

“O espaço com livros em braile é algo muito legal, achei, uma ótima forma de fazer inclusão. Pretendo vir aqui outras vezes e quero muito aprender mais sobre o as bibliotecas", disse o aluno do 8º ano do Fundamental.

Acompanhando a turma de adolescentes, a professora Maryanne Cedrim ficou contente com a oportunidade de eles conhecerem pela primeira vez o ambiente. Segundo ela, alguns dos jovens não sabiam sequer que o prédio era uma biblioteca.

“É fundamental que eles vivenciem na prática a história, a literatura, os temas que a gente já trabalha em sala de aula", expressou a docente de Língua Portuguesa.

Cidadania e Justiça na Escola

Instituído em 2001 pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), o PCJE é um dos principais parceiros do Judiciário na disseminação de conhecimento no estado. O programa reúne especialistas para realizar atividades educativas com alunos dos ensinos Fundamental e Médio da rede pública, focando no estímulo à cidadania, ética, justiça e direitos humanos.

Ainda neste mês, o Programa irá realizar mais uma ação. Desta vez, a atividade será no Centro de Cultura e Memória, no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), proporcionando aos estudantes da Escola Estadual João Sampaio, um momento para conhecer o funcionamento da Justiça.


Ascom/Esmal