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Como evitar a anemia: especialista dá orientações para o dia a dia
A anemia, considerada um problema de saúde pública mundial, afeta cerca de 40% das crianças entre 6 e 59 meses, 37% das gestantes e 30% das mulheres de 15 a 49 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentro da campanha Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da anemia, especialistas destacam que práticas reduzem os riscos da condição.
A deficiência de ferro está entre as principais causas da anemia e pode ocorrer em razão da ingestão insuficiente do nutriente, da perda de sangue ou do aumento das necessidades do organismo em fases como a infância e a gestação. Por isso, há o alerta para a importância da prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A nutricionista Bárbara Coelho, da Unimed Maceió, aponta que uma alimentação equilibrada é uma das principais estratégias para evitar o problema. “As principais medidas preventivas incluem garantir uma alimentação variada e rica em alimentos fontes de ferro, como carnes magras, peixes e aves, além de associar fontes de vitamina C às refeições, para aumentar a absorção do nutriente”, orienta.
Frutas como laranja, acerola, goiaba, kiwi e abacaxi ajudam a potencializar a absorção do ferro presente em alimentos como feijões, lentilhas e vegetais verde-escuros. Em contrapartida, a nutricionista recomenda evitar o consumo de café, chás e alimentos ricos em cálcio junto às refeições principais, pois esses itens podem reduzir o aproveitamento do mineral pelo organismo.
Nem sempre, porém, as pessoas aceitam facilmente alguns dos alimentos mais conhecidos por serem fontes de ferro. Nesses casos, é possível fazer substituições sem comprometer a qualidade nutricional da dieta. Peixes e aves podem substituir carnes vermelhas e fígado, enquanto lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja podem ocupar o lugar dos feijões.
A especialista ressalta ainda que dietas predominantemente vegetais exigem atenção especial. Isso porque o ferro de origem animal apresenta maior taxa de absorção pelo organismo do que o ferro encontrado nos vegetais, tornando necessário um planejamento alimentar adequado para evitar deficiências.
Sintomas e tratamento
Os sintomas mais frequentes da anemia incluem cansaço excessivo, fraqueza, indisposição, tonturas, sonolência, dores de cabeça e palidez da pele e das mucosas. Em crianças, o quadro também pode comprometer o crescimento, o desenvolvimento cognitivo e o desempenho escolar, exigindo acompanhamento profissional.
Quando o diagnóstico é confirmado, o tratamento varia conforme a causa da doença e pode incluir suplementação, reposição intravenosa de ferro e outras intervenções. “É importante destacar que a alimentação sozinha nem sempre é suficiente para corrigir uma anemia já instalada. Em muitos casos, a terapia medicamentosa com ferro é necessária, sendo a alimentação uma estratégia complementar fundamental para a recuperação e para evitar recorrências”, enfatiza Bárbara Coelho.
Fonte: Algo Mais Comunicação Corporativa