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Projeto Pró-Manguezais é vencedor do Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade e se torna exemplo em biodiversidade para o Brasil
O projeto Pró-Manguezais, coordenado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com diversas outras instituições, foi o grande vencedor do Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade, considerado o “Oscar do meio ambiente brasileiro”, na categoria “Melhor Exemplo em Biodiversidade”, em cerimônia de premiação realizada na noite dessa segunda-feira (8), em Belo Horizonte (MG).
O projeto tem como objetivo promover a preservação e a recuperação dos manguezais, ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, além de desenvolver ações voltadas à educação ambiental, à cartografia social e ao fortalecimento da participação das comunidades locais na defesa desses territórios. O reconhecimento da premiação, na categoria biodiversidade, torna o Pró-Manguezais exemplo de iniciativa para o Brasil.
Ao receber a premiação representando o MPAL, o promotor de Justiça Alberto Fonseca afirmou que receber esse reconhecimento coroa o trabalho realizado por 15 instituições. “É um trabalho de parceria entre instituições municipais, estaduais e federais e esse prêmio aponta no sentido de que estamos no caminho certo para a busca da conservação, da recuperação desse importantíssimo ecossistema para as presentes e futuras gerações”, reforçou.
Para a promotora de Justiça Lavínia Fragoso, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Capital (Recursos Hídricos) e coordenadora do Pró-Manguezais pelo MPAL, o Pró-Manguezais somente é possível devido à parceria entre todos os órgãos. “Trata-se de uma iniciativa que alia questões ambientais, sociais e econômicas, em respeito às atividades sustentáveis de geração de renda das populações que dependem diretamente dos manguezais, bem como medidas e estratégias que reforçam a proteção e conservação”, assinalou a promotora de Justiça.
Além do MPAL e do MPF, o Pró-Manguezais já conta com a participação de diversos órgãos e entidades, entre eles: o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA/AL), o Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), o Instituto Federal de Alagoas (IFAL), a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União – Superintendência do Patrimônio da União em Alagoas (SPU/AL), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Instituto Biota de Conservação, o Negócio de Impacto Nosso Mangue, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barra de São Miguel, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Coruripe, e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Sobre o Prêmio
Onze projetos, entre eles dois nacionais e um internacional, foram vencedores na edição deste ano. As mudanças climáticas que impactam, cada vez mais, a natureza e a vida das pessoas em todo o planeta foram o tema emergente desta edição.
Os 150 projetos inscritos, todos de alta qualidade, foram um marco relevante para a história do prêmio. Os onze ganhadores foram distribuídos nas categorias Melhor Exemplo de Mobilização Social, Melhor Exemplo de Flora, Destaque Municipal, Destaque Nacional, Melhor Exemplo de Biodiversidade, Melhor Exemplo de Educação Ambiental, Melhor Exemplo de Água, Homenagem Especial, Destaque Internacional, Diplomata Ambiental e Ambientalista do Ano
Considerada a principal premiação brasileira para quem faz a diferença em sustentabilidade, meio ambiente e ecologia, o Prêmio foi criado em 2010 pela Revista Ecológico e o nome homenageia o jornalista mineiro Hugo Werneck (1932-2008), pioneiro do jornalismo ambiental no Brasil. Ele cobria natureza nos anos 1970 quando ninguém dava tanta importância ao tema e denunciava, em suas reportagens, desmatamento ilegal, mineração predatória e poluição.
O Prêmio possui categorias específicas para empresas, ONGs, poder público, escolas e pesquisadores e não concede premiação em dinheiro, e sim troféus e um selo para ser usado pela instituição vencedora, o que dá reconhecimento para práticas ESG e, no caso de empresas, melhor reconhecimento até em licitações. Com informações.
Ascom MPAL