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Cirurgia de alta complexidade no Hospital Metropolitano de Alagoas devolve funcionalidade da mão de paciente

09/06/2026
Cirurgia de alta complexidade no Hospital Metropolitano de Alagoas devolve funcionalidade da mão de paciente
Fotos: Dois cirurgiões de mão atuaram simultaneamente em procedimento de alta complexidade realizado no Hospital Metropolitano de Alagoas | Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL

Neide Brandão 

Uma cirurgia de alta complexidade realizada no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, devolveu a perspectiva de recuperação funcional da mão de uma paciente que chegou à unidade com uma grave lesão ortopédica. O caso envolvia uma luxação radiocárpica inveterada, condição rara em que a articulação do punho permanece deslocada por um longo período após o trauma.

De acordo com Nicéias Gusmão, cirurgião especialista em mão do HMA, a paciente sofreu uma fratura do punho que provocou o rompimento completo dos ligamentos responsáveis pela estabilidade da articulação. No entanto, como a lesão já tinha cerca de cinco meses de evolução, o tratamento tornou-se ainda mais desafiador.

“Quando esse tipo de lesão é tratado logo após o trauma, é possível reposicionar a articulação e reconstruir os ligamentos. Neste caso, a articulação permaneceu deslocada por meses, provocando cicatrizes extensas, rigidez e grande limitação funcional”, explicou o especialista.

Para corrigir o problema, a equipe precisou desfazer as cicatrizes formadas ao redor do punho, posicionar a articulação e reconstruir os ligamentos utilizando enxertos de tendão. O objetivo foi devolver a estabilidade à mão e preservar movimentos essenciais para as atividades diárias.


Para Givaldo Trindade, também cirurgião de mão, e que também participou do evento, o caso apresentava desafios adicionais devido ao comprometimento de estruturas nobres da região. Com o deslocamento dos ossos e a consolidação inadequada da lesão ao longo dos meses, tendões e o nervo ficaram comprimidos e aderidos ao foco da fratura.

“Foi necessário identificar e separar cuidadosamente essas estruturas antes da reconstrução. Isso exigiu muita paciência, conhecimento anatômico e precisão técnica para preservar os tendões e o nervo, fundamentais para a função da mão”, destacou o especialista.

De acordo com Givaldo Trindade, a cirurgia também evidenciou a importância da estrutura disponível no Hospital Metropolitano. “É um procedimento que demandou o suporte de toda uma equipe especializada. O aparato de apoio que temos no Metropolitano foi extremamente importante e necessário para a realização desse caso”, ressaltou.