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Ufal sedia 13ª edição da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) sedia a 13ª edição da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária Popular (Jura). Com o lema "Basta de violência contra os povos e a natureza!", o evento deste ano demarca a memória dos 30 anos do massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 1996.
O evento teve início nesta quarta-feira (3), com debate sobre a "Violência contra os povos do campo no Brasil e em Alagoas", e contou com a presença de Carlos Lima, representando a Comissão Pastoral da Terra (CPT), e Débora Nunes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Segundo os organizadores, a Jura consolida-se como um espaço tradicional de articulação que aproxima o ambiente acadêmico da realidade das lutas no campo: "A jornada é concebida como um conjunto de ações articuladas, promovidas por instituições de ensino superior em parceria com organizações e movimentos sociais, tendo como base a defesa da Reforma Agrária e da educação pública. O evento propõe trazer a realidade do campo para a universidade, debatendo a função social da terra, a soberania alimentar e a preservação ambiental".
A 13ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma acontece com construção coletiva de representantes da Ufal, Uneal, MST, CPT e Movimento Estudantil. A programação completa pode ser acessada na página oficial do evento no instagram: @juraalagoas
Sobre a Jura
A Jura foi concebida em 2013, a partir da mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante o 2º Encontro Nacional de Professores Universitários com o Movimento. Desde a sua fundação, o evento nasceu intrinsecamente vinculado às jornadas de luta do "Abril Vermelho". Ao longo dos anos, ampliou sua abrangência territorial e temática, sem perder a centralidade da luta pela Reforma Agrária Popular, aglutinando estudantes, coletivos, programas de pós-graduação e núcleos de pesquisa.
A Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (Jura) consiste em um conjunto de ações articuladas, promovidas por grupos organizados dentro de Instituições de Ensino Superior (IES) em parceria com organizações e movimentos sociais. O projeto reconhece os movimentos populares do campo como sujeitos coletivos legítimos na produção de conhecimento e na luta pela democratização da terra, da educação e da cultura.
Ascom Ufal