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Nutricionista da Sesau orienta famílias sobre como evitar a obesidade infantil
Suely Melo
A obesidade infantil tem se tornado um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade e exige atenção das famílias desde os primeiros anos de vida. Nesta quarta-feira (3), Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, a nutricionista da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Janine Mendonça, alerta para a importância da prevenção e do incentivo a hábitos saudáveis dentro de casa.
O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, aliado ao sedentarismo e ao excesso de tempo em telas, tem contribuído para o crescimento dos casos de obesidade entre crianças e adolescentes. Essa realidade, conforme Janine Mendonça, gera impactos físicos, na saúde emocional e social da criança.
De acordo com a Janine Mendonça, a obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, identificado principalmente por meio do Índice de Massa Corporal (IMC) adequado para idade e sexo. Entre os principais sinais de alerta estão ganho de peso acelerado, aumento da circunferência abdominal, dificuldade para atividades físicas, cansaço frequente, alterações no sono e mudanças no comportamento alimentar.
"A obesidade infantil não está relacionada apenas à estética ou ao excesso de peso. Ela é uma condição de saúde que pode trazer consequências importantes ainda na infância e também na vida adulta. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos aos hábitos da criança, ao comportamento alimentar e ao sedentarismo”, destacou a nutricionista da Sesau.
Estilo de Vida
Janine explica que a obesidade infantil possui causas multifatoriais e está diretamente ligada ao estilo de vida das famílias. Alimentação rica em produtos industrializados, refrigerantes e alimentos com excesso de açúcar, além da redução das brincadeiras ao ar livre, são alguns dos principais fatores que favorecem o problema.
“O ambiente familiar influencia diretamente a formação dos hábitos alimentares da criança. Quando a família adota uma alimentação equilibrada e incentiva atividades físicas, a criança tende a reproduzir esses comportamentos. A prevenção começa dentro de casa e precisa envolver todos os membros da família”, salientou.
Impactos da Obesidade
Entre os impactos da obesidade infantil também estão o aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol elevado, problemas respiratórios, alterações hormonais e dificuldades de mobilidade.
A condição pode afetar a saúde mental da criança, provocando baixa autoestima, ansiedade, isolamento social e situações de bullying.
“Os impactos não são apenas físicos. Muitas crianças enfrentam sofrimento emocional por causa da obesidade, o que pode prejudicar o desenvolvimento social e psicológico. Além disso, crianças obesas têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos e desenvolverem doenças crônicas no futuro”, explicou a nutricionista da Sesau.
Prevenção
Para prevenir a obesidade infantil, Janine Mendonça orienta que as famílias priorizem refeições equilibradas, com frutas, verduras, legumes e alimentos naturais, além de reduzir o consumo de ultraprocessados, doces e bebidas açucaradas. Outra recomendação é estabelecer horários regulares para as refeições, incentivar atividades físicas e limitar o tempo de tela.
“Pequenas mudanças na rotina fazem diferença no desenvolvimento saudável das crianças. O mais importante é criar um ambiente favorável à saúde, com alimentação adequada, momentos de lazer ativo e acompanhamento profissional sempre que necessário. A prevenção é o melhor caminho para garantir mais qualidade de vida às crianças”, disse.