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Especialistas do HRPI orientam sobre importância do acompanhamento para pessoas com transtornos alimentares
Cláudia Valéria de Oliveira
Condições que afetam a saúde física, emocional e social, os transtornos alimentares comprometem a qualidade de vida dos pacientes. Na maioria das vezes, essas patologias surgem como uma tentativa de lidar com sofrimentos internos profundos.
Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento por uma equipe multiprofissional são fundamentais para um tratamento eficaz e seguro. Quem faz o alerta é a psicóloga Luana Albuquerque, que atua no Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI).
Segundo a especialista, o caminho para a reabilitação exige sensibilidade e integração. "A psicoterapia oferece um espaço seguro para que essa dor possa ser traduzida em palavras, permitindo ao paciente compreender seus sentimentos, desfazer os ciclos de autocrítica e reconstruir, passo a passo, uma relação mais saudável consigo mesmo e com a alimentação", explica Luana.
Entre os transtornos alimentares mais frequentes estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão alimentar. Essas condições podem se manifestar em diferentes fases da vida e estão intimamente ligadas a uma combinação de fatores biológicos, comportamentais, sociais e emocionais.
Para a nutricionista Claudiene Balbino, essas patologias distorcem completamente a relação do indivíduo com a comida, com o peso e com a própria imagem corporal. Ela destaca que o plano alimentar deve ser desenhado sob medida para cada caso.
"O acompanhamento nutricional é fundamental durante o tratamento, pois contribui para a recuperação da saúde física, a construção de hábitos mais equilibrados e a melhora da qualidade de vida. Cada paciente possui necessidades específicas e, por isso, o cuidado deve ser individualizado e integrado ao trabalho de outros profissionais da saúde", ressalta a nutricionista.
Luana Albuquerque destaca ainda que, além do suporte clínico especializado de psicólogos, nutricionistas e médicos, o sucesso do tratamento depende diretamente do ambiente em que o paciente vive. "O apoio da família e dos amigos mais próximos funciona como um pilar de sustentação durante o processo de recuperação”, afirma.
Por isso, os profissionais do HRPI ressaltam que o acolhimento, a escuta atenta e, principalmente, a ausência de julgamentos são fundamentais para lidar com os transtornos alimentares. Essa tríade, segundo enfatiza a equipe multidisciplinar, é uma ferramenta indispensável para que o paciente se sinta seguro e busque ajuda, aceite o diagnóstico e persista na jornada de cura.