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Leite merece espaço na dieta? Especialista explica benefícios e restrições
Presente no café da manhã, nas vitaminas e até no shake pós-treino, o leite continua entre os alimentos mais consumidos do mundo e, também, um dos mais debatidos. Entre dietas restritivas, modismos e desinformação nas redes sociais, muito passaram a questionar se ele ainda merece espaço na dieta.
Celebrado em 1º de junho, no Dia Mundial do Leite, ele segue sendo considerado uma importante fonte de nutrientes, especialmente proteínas, cálcio, vitamina B12 e aminoácidos essenciais. Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e Fellow da The Obesity Society (FTOS-USA), o leite continua tendo papel relevante em diferentes fases da vida.
"Trata-se de um alimento de alta densidade nutricional. Quando bem tolerado, pode contribuir para a saúde óssea, muscular e metabólica. O problema é que hoje muitas pessoas o retiram da dieta sem necessidade clínica ou orientação profissional", afirma.
Quais os principais benefícios do leite?
• Fortalecimento de ossos e dentes: rico em cálcio, mineral importante para a saúde óssea e prevenção da osteoporose;
• Auxílio na manutenção e ganho de massa muscular: fornece proteínas de alto valor biológico, como a caseína;
• Contribuição para a qualidade do sono: contém triptofano, aminoácido ligado à produção de serotonina e melatonina;
• Apoio à saúde neurológica: fonte de vitamina B12, essencial para memória e funcionamento do sistema nervoso;
• Praticidade nutricional: reúne proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais em um único alimento;
• Hidratação do organismo: composto por cerca de 90% de água;
• Saúde intestinal: versões fermentadas, como iogurtes naturais, possuem probióticos.
Mas o consumo não é indicado para todos. Pessoas com intolerância à lactose podem apresentar sintomas como gases, distensão abdominal e desconforto intestinal após a ingestão. Já casos de alergia à proteína do leite de vaca exigem exclusão total da dieta e acompanhamento médico.
"Existe muita confusão entre intolerância e alergia. A intolerância, na maioria das vezes, pode ser manejada com versões sem lactose ou suplementação da enzima lactase. Já a alergia envolve resposta imunológica e requer restrição rigorosa. Por fim, o leite não deve ser tratado como vilão. O mais importante é avaliar contexto clínico, rotina alimentar e necessidades individuais", explica o especialista.
Fonte: Assessoria