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Secretaria de Estado da Saúde volta a alertar sobre as medidas para evitar as arboviroses
Fabiano Di Pace
Em razão da chegada do período de chuvas na região, intercalado por momentos de sol intenso, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) voltou a alertar sobre o aumento dos riscos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Para isso, a pasta chama a atenção para que sejam intensificadas as medidas de proteção contra o mosquito Aedes aegypti, vetor destas doenças.
De acordo com a equipe técnica da Superintendência de Vigilância em Saúde da Sesau, a prevenção contínua é a principal arma para evitar a proliferação do vetor no Estado. O supervisor de endemias da pasta, Paulo Protásio, destaca que as medidas de prevenção devem ser colocadas em prática diariamente.
“Eliminar objetos com água parada, esvaziar recipientes como garrafas e baldes, e mantê-los virados para baixo, é fundamental, bem como, proteger reservatórios d’água, mantendo caixas, tonéis e piscinas sempre bem vedados e limpos”, recomenda Paulo Protásio.

Ainda de acordo com ele, cuidar das plantas, evitando as aquáticas e vasos que acumulem água limpa, é outra medida a ser praticada. “É importante colocar areia nos pratos de vasos de plantas e manter calhas e ralos desobstruídos, além realizar o descarte correto de pneus e entulhos, visando assegurar a saúde da população”, destaca o supervisor de endemias da Sesau.
Esforço conjunto
Paulo Protásio lembra, no entanto, que o controle das arboviroses deve ser um esforço conjunto dos entes públicos e da população. “Além da ação dos órgãos públicos, é necessário que as pessoas combatam o mosquito Aedes aegypti em suas residências. Isso porque, mais de 70% dos criadouros estão nos domicílios, conforme estudo da Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz]”, enfatiza o supervisor de endemias da Sesau.
Conforme o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Sesau, no período de janeiro a abril deste ano, em Alagoas, foram registrados 977 casos prováveis de dengue e um óbito confirmado em decorrência da doença. No caso da chikungunya, são 349 casos prováveis no mesmo período, mas, sem nenhuma morte; quanto à zika, são 29 casos prováveis nos primeiros quatro meses deste ano e não há registro de óbitos.