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Dermatologista alerta que sinais na pele podem revelar doenças sistêmicas
A pele, maior órgão do corpo humano, muitas vezes funciona como um espelho da saúde interna. Alterações aparentemente simples, como coceiras, manchas ou queda de cabelo, podem indicar doenças, que afetam diferentes órgãos e sistemas. O alerta é de Cecília Pugliesi, dermatologista da Unimed Maceió, que reforça a importância de observar esses sinais e buscar avaliação especializada.
Segundo a médica, um dos sintomas mais comuns é o prurido, conhecido como coceira. “A coceira pode ser um alerta para doenças renais e hepáticas”, afirma. Embora frequentemente associada a condições dermatológicas simples, quando persistente e sem causa aparente, ela pode sinalizar disfunções internas mais complexas.
As manchas na pele também exigem atenção. Algumas delas, de acordo com a especialista, podem estar relacionadas a tumores. “Uma mancha no umbigo, que na verdade é um nódulo, é característica de tumor de pâncreas”, explica. Já sinais escuros espalhados pelo corpo podem levantar suspeita para melanoma, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.
Outro ponto destacado por Cecília são as chamadas placas, lesões elevadas ou espessadas. “Podem indicar hanseníase, que se manifesta de várias formas, desde manchas esbranquiçadas sem sensibilidade até placas que se espalham pelo rosto e orelhas”, detalha. Alterações em outras regiões do corpo podem ter origem sistêmica. Tumores intestinais, por exemplo, podem provocar manchas na boca. Já a queda de cabelo pode estar associada à deficiência de vitaminas ou a distúrbios metabólicos.
Doenças infecciosas também deixam marcas na pele. Em pessoas com imunidade comprometida, como no caso da AIDS, podem surgir herpes, candidíase e até tumores específicos. “Alguns linfomas são característicos de pacientes soropositivos, e muitas manifestações aparecem na pele”, observa a dermatologista. Além disso, viroses comuns podem causar exantemas, que são vermelhidões frequentes em determinadas épocas do ano.
Quando o assunto é câncer de pele, a atenção deve ser redobrada. A especialista orienta seguir a regra do “ABCDE” para identificar sinais suspeitos: assimetria, bordas irregulares, contornos mal definidos, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução da lesão. Mudanças de cor, crescimento ou sangramento também são sinais de alerta. “A partir desses sinais, especialmente se houver persistência, é fundamental procurar ajuda médica”, reforça.

Dados e autodiagnóstico reforçam atenção
Dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de pele segue como o mais incidente no Brasil, com destaque para o melanoma, que, embora menos frequente, apresenta maior taxa de mortalidade. Já o Ministério da Saúde indica que o país ainda registra milhares de novos casos de hanseníase por ano, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Apesar do fácil acesso à informação, a médica dermatologista da Unimed Maceió faz um alerta sobre o uso da internet para autodiagnóstico. “As pessoas acabam se desesperando e chegam ao consultório achando que têm doenças graves”, diz. Um exemplo comum é o melanoma ungueal, que pode se manifestar como uma faixa escura na unha. “Nem toda listra é câncer. Pode ser um hematoma ou uma micose. Por isso, antes de qualquer conclusão, é essencial buscar avaliação profissional”, orienta.
Fonte: Algo Mais Comunicação Corporativa