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Polícia Científica de Alagoas será fortalecida com investimentos do Programa Brasil Contra o Crime Organizado
Aarao José
O perito-geral da Polícia Científica de Alagoas, Kleber Santana, participou nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, em Brasília, do lançamento do programa "Brasil Contra o Crime Organizado". A iniciativa do Governo Federal estabelece uma estratégia nacional para o enfrentamento de facções criminosas e redes de lavagem de dinheiro, com um investimento previsto de R$ 11,1 bilhões para o fortalecimento da segurança pública em todo o país.
O evento, que reuniu ministros, governadores e lideranças das forças de segurança, marcou a assinatura de decretos e portarias que estruturam a atuação governamental em quatro eixos prioritários: a asfixia financeira do crime organizado, o reforço no sistema prisional, o combate ao tráfico de armas e o aumento das taxas de esclarecimento de homicídios.
A perícia como pilar estratégico
Dentro do plano nacional, o fortalecimento da perícia criminal foi elencado como um pilar central para elevar a resolução de crimes contra a vida. O perito-geral Kleber Santana destacou que a aplicação direta desses recursos permitirá um salto tecnológico nas unidades de Alagoas.
"O fortalecimento das polícias científicas é fundamental para que a justiça seja feita com base em provas técnicas inquestionáveis. Alagoas avançará significativamente na elucidação de crimes com os novos recursos e a integração nacional", afirmou Santana.
Com a implementação do programa, a Polícia Científica de Alagoas será contemplada em frentes cruciais para a atividade pericial:
Modernização de Infraestrutura: Aquisição de equipamentos de última geração para os Institutos de Criminalística (IC) e Institutos Médicos Legais (IML), otimizando o tempo de resposta e a precisão dos laudos.
Banco de Perfis Genéticos: Expansão da rede de perfis genéticos no estado, facilitando a identificação de criminosos por meio do cruzamento de dados de DNA em nível nacional.
Análise Balística: Ampliação da integração ao Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), permitindo o rastreamento técnico de armas de fogo e a conexão entre diferentes cenas de crime por meio de exames microcomparativos.