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Esmal forma facilitadores para grupos reflexivos de homens autores de violência contra mulheres

12/05/2026
Esmal forma facilitadores para grupos reflexivos de homens autores de violência contra mulheres
Fotos: Segunda turma de capacitação da Esmal reforça atuação de facilitadores em grupos reflexivos voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher | Maria Clara França

A Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) conclui, nesta terça-feira (12), as aulas da 2ª turma de capacitação para facilitadores de grupos reflexivos voltados a homens autores de violência contra a mulher. A atividade, iniciada na segunda-feira (11), foi realizada na sede da Esmal e direcionada a servidores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

A formação é conduzida, desde segunda-feira (11), pelas psicólogas Karla Deysiane e Bruna Diniz, da equipe técnica da Casa da Mulher Alagoana, e tem como objetivo apresentar, na prática, o funcionamento dos grupos, compreendidos como uma estratégia de intervenção no combate à violência de gênero, além de incentivar a expansão da iniciativa em todo o estado.

Bruna Diniz destaca que a implantação dos grupos mediados por servidores capacitados do TJAL é uma importante frente de combate à misoginia e à violência de gênero.“Essa nova turma é resultado do interesse de profissionais de diversas áreas e municípios de Alagoas em desenvolver o trabalho com homens autores de violência doméstica”, afirma.

Karla Deysiane, por sua vez, celebra a efetividade da metodologia. “Os estudos mostram que o índice de reincidência entre homens que participam desses grupos é muito baixo, por isso, o Tribunal de Justiça tem investido nessa frente de atuação”, destaca.

Estratégias de enfrentamento

A coronel Camila Paiva, chefe de Políticas de Segurança para a Mulher da Secretaria de Segurança Pública, ressaltou a importância de compreender as causas da violência para fortalecer as estratégias de atuação.

“Não podemos tratar um problema complexo com solução simples. A violência contra a mulher envolve fatores culturais e estruturais e exige que também responsabilizemos os homens, promovendo reflexão e mudança de comportamento”, ressalta.


Ascom Esmal