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Turismo em Unidades de Conservação injetou R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025

09/05/2026
Turismo em Unidades de Conservação injetou R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025
Fotos: João Luiz/MTur

Por Lianne Ceará

A cada R$ 1 investido nas Unidades de Conservação (UCs) do Brasil, R$ 15,60 retornam para a economia. É o que constatou o estudo exclusivo apresentado nesta quinta-feira (7), no 10º Salão do Turismo, pelo Programa Natureza com as Pessoas, do ICMBio, em parceria com o Ministério do Turismo. No total, os visitantes das UCs federais movimentaram R$ 40,7 bilhões em 2025.

De 7 a 9 de maio, o Salão do Turismo acontece pela primeira vez no Nordeste, transformando Fortaleza na capital do turismo brasileiro. “Os números apresentados pelo ICMBio reforçam o potencial que o Brasil tem no turismo de natureza e mostram que nossas Unidades de Conservação são cada vez mais reconhecidas como destinos estratégicos para o país”, analisa o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. O titular ainda pondera que “existe algo muito importante além dos dados: cada visita também representa uma oportunidade de fortalecer a consciência ambiental, o sentimento de pertencimento e o cuidado com o nosso patrimônio natural”.

Socióloga e diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Iara Vasco reforça que a pesquisa, ainda não publicada oficialmente, integra o Programa Natureza com as Pessoas, lançado durante o 9º Salão do Turismo, em 2024.

“Desde então, começamos a compreender o Turismo de Base Comunitária nas reservas extrativistas como uma alternativa que vai além do manejo de recursos naturais, mas também como um potencial econômico, e não apenas financeiro, impulsionando uma cadeia produtiva da qual nós sequer tínhamos dimensão”, afirma.

Thiago Beraldo, pesquisador e presidente do Grupo de Turismo em Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN/IUCN), explicou que a metodologia do estudo aplicou mais de 2 mil questionários em oito UCs federais e também é replicada em vários países.

“Existem duas formas de avaliar uma UC: a análise financeira e a análise econômica. Elas respondem a perguntas distintas e levam a conclusões diferentes. Na análise econômica, avaliamos tudo o que o turista deixa na economia do município onde a Unidade está localizada”, afirma.