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Vai para a Copa do Mundo? Veja vacinas e cuidados essenciais antes de embarcar
A proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, tem mobilizado não apenas torcedores, mas também autoridades de saúde. Diante do aumento de casos de sarampo em diferentes regiões do mundo, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação voltada especialmente para brasileiros que viajarão ao mundial.
A iniciativa tem como objetivo proteger os viajantes e reduzir o risco de reintrodução do vírus no país, que atualmente mantém o status de livre da circulação do sarampo. A campanha reforça a importância de verificar e atualizar a caderneta de vacinação antes do embarque, destacando que a imunização é a forma mais eficaz de proteção individual e coletiva em um cenário de grande circulação internacional de pessoas.
Segundo a médica e professora da disciplina de infectologia do curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic de Campinas, Valéria Correia de Almeida, o momento exige atenção redobrada. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa e que ainda apresenta circulação ativa em alguns países. Em um contexto de viagens internacionais e grandes multidões, o risco de exposição aumenta significativamente”, afirma.
Vacinação: o que checar antes de embarcar
De acordo com a especialista, a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação, e o ideal é que o viajante revise a caderneta com antecedência. Entre as principais vacinas recomendadas para brasileiros que viajarão para a Copa, destacam-se:
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), essencial diante do aumento global de casos de sarampo
- Influenza (gripe), importante em cenários de grande circulação de pessoas
- COVID-19, manter o esquema vacinal atualizado conforme orientação vigente
- dTpa (difteria, tétano e coqueluche), reforço recomendado para adultos
- Febre amarela, indicada para quem ainda não foi imunizado, conforme avaliação individual
No caso específico do sarampo, o Ministério da Saúde também orienta esquemas vacinais conforme a faixa etária, com duas doses para pessoas até 29 anos e ao menos uma dose para adultos até 59 anos, além de dose adicional para crianças pequenas que irão viajar
Há vacinas obrigatórias para entrar nos países?
Até o momento, Estados Unidos, México e Canadá não exigem comprovantes obrigatórios de vacinação para entrada de turistas brasileiros em condições normais de viagem. No entanto, regras sanitárias podem ser alteradas conforme o cenário epidemiológico internacional.
A recomendação é que os viajantes consultem fontes oficiais antes do embarque, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, além dos consulados ou autoridades sanitárias dos países de destino, onde são divulgadas eventuais exigências atualizadas.
A professora ressalta que, mesmo sem obrigatoriedade, a vacinação é uma medida essencial de proteção individual e coletiva. “O viajante pode não apenas se expor, mas também trazer o vírus de volta ao país, contribuindo para a reintrodução de doenças que já estavam controladas”, explica.
Durante a estadia, medidas simples continuam sendo aliadas importantes para reduzir riscos. A recomendação é manter cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios. Em ambientes fechados ou com grande concentração de público, o uso de máscara pode ser considerado, especialmente por pessoas mais vulneráveis.
Ao retornar ao Brasil, a orientação é que qualquer sintoma suspeito, como febre, manchas na pele ou sinais respiratórios, seja avaliado por um profissional de saúde, com o devido relato do histórico de viagem recente.
Para Dra. Valéria, a Copa do Mundo é um momento de celebração, mas também uma oportunidade de reforçar a importância da prevenção. “Planejar a viagem inclui cuidar da saúde. Estar com a vacinação em dia é uma medida simples, mas fundamental para garantir uma experiência segura”, conclui.
Sobre a São Leopoldo Mandic
Considerada, por 15 anos consecutivos, uma das dez melhores instituições de ensino superior do país segundo o Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC, a Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, reúne, em seu corpo docente, professores doutores com vasta produção científica formados pelas melhores instituições de ensino do Brasil e do exterior. Estruturada com laboratórios de última geração, clínicas odontológicas completas, cenários de prática em hospitais e Unidades Básicas de Saúde conveniados, a instituição oferece aos alunos vivência prática nos cursos de Odontologia e de Medicina desde o 1º ano, bem como atividades de pesquisa e prestação de serviços comunitários. Dispõe de laboratórios de simulação realística, recursos modernos para diagnóstico e treinamento e HUB de inovação, que estão a serviço dos cursos de graduação e pós-graduação. Conta também com projetos de extensão como o Barco da Saúde, que leva atendimento médico e odontológico às comunidades carentes. A Faculdade São Leopoldo Mandic faz parte do Grupo Mandic, que possui outras nove unidades de pós-graduação distribuídas pelo país e uma em Portugal. Também fazem parte do Grupo mais três Faculdades de graduação em Medicina, nas cidades de Araras-SP, Limeira-SP e a Faculdade de Medicina do Sertão (FMS) em Arcoverde-PE.
Fonte: Assessoria