Geral

Escola Sesc Jaraguá promove ações do Abril Azul para fortalecer a inclusão entre estudantes

22/04/2026
Escola Sesc Jaraguá promove ações do Abril Azul para fortalecer a inclusão entre estudantes
Fotos: Projeto envolve alunos em atividades que estimulam respeito e ampliam a informação sobre o TEA | Assessoria

Por Sarah Azevedo

A escola faz parte do dia a dia de crianças e adolescentes e é um espaço importante de convivência. Nesse ambiente, a comunidade escolar pode exercer um papel fundamental na formação de cidadãos mais empáticos e respeitosos com as diferenças. Pensando nisso, neste Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Escola Sesc Jaraguá desenvolveu uma série de ações pedagógicas voltadas à ampliação do conhecimento dos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I sobre o tema.

As atividades envolveram todas as turmas e foram planejadas considerando as especificidades de cada faixa etária, para que o conteúdo fosse compreendido de forma acessível. Na Educação Infantil, a abordagem priorizou uma linguagem mais lúdica e dinâmica. Já no Ensino Fundamental, as atividades estimularam a participação ativa dos estudantes, com perguntas e compartilhamento de experiências, considerando o nível de compreensão que já possuem sobre o assunto.

Para a psicóloga escolar Monique Pacífico, a informação e a conscientização são pontos de partida fundamentais nesse processo. “A partir do momento em que ensinamos, mostramos qual é a dificuldade do outro, como podemos chegar até ele e como conseguimos minimizar essas dificuldades, acredito que conseguimos, de certa forma, tornar a educação de fato inclusiva. Porque a inclusão é isso, é conseguirmos incluir essas pessoas no nosso mundo, fazer com que se sintam pertencentes. E eu acredito que o passo inicial é a informação, é essa conscientização das crianças típicas, como a gente chama, pra que consigamos promover a inclusão das crianças atípicas”, afirmou.

O impacto dessas ações já pode ser percebido no cotidiano escolar. Para o estudante do 5º ano, Cauê Guilherme, esse aprendizado reflete diretamente na forma como ele se relaciona com os colegas. “O autismo é coisa séria, não é coisa pra brincar. Cada autista tem as suas características. Por exemplo, o meu primo gosta de ler, mas não gosta que cheguem e tirem o livro da mão dele. Você tem que pedir com carinho, com jeito. O Léo, que é meu colega de sala, é nível 3, e eu entendo bem como ele é. Eu procuro não fazer quase nenhum barulho perto dele, não sou de chegar gritando.”

Monique também destacou a preocupação em inserir as famílias nesse processo. “Trazemos a proposta de uma forma que eles levem para casa, porque não temos a intenção de que fique só aqui na escola. Tanto que já existe uma mobilização das famílias, já que solicitamos que hoje eles viessem com algum acessório azul. Então, as famílias já sabiam que estaria acontecendo essa ação.”

Segundo a coordenadora pedagógica Claudyane Isabel, há também uma preocupação constante em promover um cotidiano escolar inclusivo. “A gente vem percebendo, no dia a dia, que, com o trabalho contínuo dessa temática, a educação inclusiva está muito presente aqui na escola. As crianças neurodivergentes, incluindo as crianças com TEA, vivenciam toda a programação, participam do processo de aprendizagem e estão inseridas em todas as atividades. Os próprios colegas já as incluem nas brincadeiras, na educação física, nas dinâmicas do cotidiano. Então, elas convivem entre si de forma muito harmônica, sem a necessidade de focar na especificidade, mas sim na criança, por aquilo que ela é.”