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Cinco dicas para economizar com delivery, aplicativos e compras online

15/04/2026
Cinco dicas para economizar com delivery, aplicativos e compras online
Fotos: Especialista da Recovery dá conselhos para reduzir despesas com compras e serviços digitais

Manter as contas em ordem tornou-se mais desafiador na era do clique. Se antes era preciso atenção principalmente às compras feitas presencialmente no dia a dia, hoje o dinheiro se dilui quase sem perceber: assinaturas de streaming, carrinhos finalizados em poucos segundos e gastos com jogos online e apostas digitais se acumulam ao longo do mês.

“O desafio é que os pagamentos digitais tendem a passar mais despercebidos”, diz Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital (B2C) da Recovery. “Sem precisar abrir a carteira ou contar cédulas, fica fácil perder a noção do volume de despesas acumuladas. Gastos pequenos e isolados, quando somados, podem fazer um estrago considerável na fatura do cartão de crédito ao fim do mês ou pode estourar o limite de contas bancárias, quando a opção escolhida é o Pix”, alerta.

O uso da internet e das redes sociais tem grande impacto neste comportamento. A pesquisa E-commerce Trends 2026 mostrou que 71% dos brasileiros já compraram após visualizar anúncios, com o Instagram concentrando 75% das buscas e 55% das vendas.

Para ajudar você a retomar o controle do seu bolso, listamos cinco passos essenciais:

1. Faça a auditoria do "custo do esquecimento"

Plataformas de streaming, aplicativos de exercícios e clubes de assinatura renovam automaticamente. Como o valor cai direto no cartão, é comum continuarmos pagando por serviços que não utilizamos mais. A orientação é simples e consiste em reservar um momento para revisar o extrato do seu cartão ou conta corrente. Vale a pena imprimir e destacar as despesas com cores diferentes para entender as categorias que mais estão pesando no fim do mês. Identifique todos os pagamentos recorrentes e cancele o que não foi acessado nos últimos 30 dias. É mais barato assinar novamente depois do que manter um gasto desnecessário agora.

2. Imponha uma barreira física ao pagamento por impulso

Ter os dados do cartão de crédito salvos em sites e aplicativos pode induzir ao consumo emocional. Sem o tempo de reflexão entre o desejo e a finalização da compra, as chances de gastar com o que não precisa aumentam muito. Remover os cartões salvos em apps de delivery e lojas virtuais (e-commerces) é uma alternativa para deixar o consumo menos instantâneo, pois permite mais tempo para reflexão se o gasto realmente é necessário. O simples ato de buscar a carteira e digitar os números manualmente pode criar um atrito positivo, dando tempo para você avaliar se aquela compra é realmente necessária.

Se a opção preferida é o pagamento de Pix por meio de QR Code, que geralmente demanda acessar o aplicativo do banco, a dica é criar o hábito de olhar o saldo antes de concluir o pagamento para avaliar se o gasto seria adequado.

3. Estipule um teto para atividades online

Jogos online e apostas esportivas merecem um olhar crítico quando o assunto é saúde financeira. Apesar de muitas vezes serem apresentados como entretenimento, esse tipo de prática costuma utilizar mecanismos de recompensa que incentivam gastos repetitivos e pouco controlados. O que começa como algo casual pode rapidamente se transformar em um hábito prejudicial, comprometendo o orçamento e gerando desequilíbrio financeiro. Do ponto de vista de uma boa gestão do dinheiro, não é uma prática recomendada. A imprevisibilidade e o estímulo constante ao consumo fazem com que essas atividades deixem de ser apenas lazer e passem a representar um risco real para a estabilidade financeira. Para manter a saúde financeira, o ideal é evitar esse tipo de gasto. Preservar o equilíbrio financeiro deve sempre ser a prioridade.

4. Aplique a regra dos dois dias nos e-commerces

O marketing digital usa cronômetros e ofertas relâmpago para forçar uma decisão rápida, enquanto navegamos na internet ou passamos o tempo vendo vídeos e posts em redes sociais. Isso impede uma análise racional sobre a real utilidade do produto ou o impacto que aquele gasto terá no seu orçamento.

Ao se interessar por um produto, coloque-o no carrinho, mas não finalize o pagamento. Aguarde dois dias, para avaliar se a compra é realmente necessária. Pode ser que o impulso passe e você perceba que pode deixar de gastar aquele valor.

5. Filtre as vitrines das redes sociais

As redes sociais funcionam como shoppings personalizados, onde anúncios se misturam a conteúdos de influenciadores. Essa exposição constante de produtos cria necessidades artificiais e estimula um padrão de vida que nem sempre cabe no bolso. Para evitar estar sempre à mercê da propaganda, vale realizar uma limpeza nos perfis que você segue e desativar notificações de aplicativos de compras em seu celular. Uma possibilidade mais radical é evitar o uso de redes sociais por um período, focando no seu planejamento financeiro real, e não no estilo de vida sugerido pelos algoritmos.

Sobre a Recovery

A Recovery é uma empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil. Líder de mercado, a companhia possui sob sua gestão mais de R$ 144 bilhões de créditos inadimplidos e, atualmente, mais de 34 milhões de clientes com dívidas ativas em sua base. Mais informações em https://www.gruporecovery.com.

Fonte: Assessoria